Lindos Pés Virados Para O Mar…

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“…E lá longe, a perder de vista, bailando no infinito do horizonte, a doce lembrança de um sorriso mágico ladeado por pintas de pecado…”

Lindos pés angelicais virados para o mar, perdido em praias de enigma, praias que não tenho a mínima ideia de onde fica e, de repente, num passe de desespero, há uma avalanche de desejo deslizando, intensa dentro de mim, pelo meu estômago, pelas minhas entranhas, pela minha pele febril, meus delirantes e dormentes sentidos cheios de excitação…

Acho que beijaria cada centímetro do corpo perfeito dela, mas descansaria dois ou três dias, só pra morder o dia inteiro seus dedos dos pés, ou quem sabe os pés inteiros ou o desenho malicioso de seu joelho, solar como uma tela de Gauguin, sinuoso como as curvas das nuvens do céu dos mares do Sul…

…E lá longe, a perder de vista, bailando no infinito do horizonte, a doce lembrança de um sorriso mágico ladeado por pintas de pecado… Não olhe agora, meu chapa, mas acho que, por amor ou talvez desejo, eu perdi o juízo…

…Só queria saber qual era a cor do beijo dela, se azul pecado ou vermelho sonho. Talvez a intensidade de sua respiração dançando em meu pescoço carente de sua presença me fizesse sentir algum tipo de vida, mas sua presença preciosa é sempre roubada pelo vazio de “oráculos” inócuos ou pela mediocridade dos tolos e seu falso charme de príncipes do nada…

E assim, do nada, vejo-me perdido num cenário das 1001 Uma Noites, onde minha imaginação idealiza o quarto de Sherazade completamente tomado de essência de sãndalo, , misturado com o perfume do seu corpo… Momentos proustianos, no melhor estilo “La La Land”…

Nada mais mágico do que o rito de passagem da aurora ou crepúsculo, as duas melhores horas do dia, a madrugada invadida pelo Sol, o fim da tarde tomado pelo manto da noite…

Quem sabe logo mais, perdido nos devaneios da minha solidão, eu posso grafar a história de sua vida em minha alma moribunda…

* Este texto foi escrito ao som de: Happy Sad (Tim Buckley – 1969)

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Sozinho e Perdido…

Minotauro 2.jpg

“Sozinho e perdido/Num labirinto/Encarando o Minotauro/Lutando pela vida…”.

Sozinho e perdido

Num labirinto sem saída

Encarando o Minotauro

Lutando pela vida…

Sozinho e perdido

Sem lugar pra chegar

Mas afinal, pra onde ir,

Sem ânimo pra tentar?

Sem força pra tentar…

De cinema em cinema

De bar em bar

Aonde isso vai dar?

Sozinho e perdido

Sem pertencer a tribos

Na arena da vida

Lutando com inimigos

Sozinho e perdido

Delírios no nono andar

Se eu tivesse asas, baby,

Talvez pudesse me salvar

Se eu pudesse me salvar

De cinema em cinema

Ficção e realidade

Mentira e verdade

Eles têm o poder

E sabem lutar

Onde estão minhas armas

Onde estão minhas armas

No cinema ou no bar?

No cinema e no bar…

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