Com a alma desbotada, desfocada…

alma-desfocada

“Qual caminho seguir? Onde estão as pessoas de verdade, aquelas pessoas que me faziam feliz e existir?”

Com a alma desbotada, desfocada, quase apagando, à margem de mim mesmo, perdido e confuso, solitário e vazio. Qual caminho eu devo seguir? Sem tijolos amarelos no horizonte… Onde estão as pessoas de verdade? Aquelas que eu costumava acreditar? Aquelas que eu achava que me faziam feliz e existir? Uma lanterna de Diógenes, por favor!!

…Nem uma luz no fim do túnel…

Esqueço a lanterna. Então arregaço as mangas e peço binóculo emprestado a um amigo, só pra ver se consigo enxergar melhor a alma das pessoas, talvez eu me encontre ali. Nunca tinha pegado num. Só conhecia um desses trecos dos filmes do 007 ou do Macgyver, que você lembra, né?! Era aquele cara que, com uma agulha e um novelo de linha, construía uma bomba…

Pois bem, fucei daqui, fucei dali e não consegui enxergar nada. Reclamei então com esse meu amigo e ele quase teve um troço, ficou uma fera!! Eu estava olhando do lado errado. Depois ele teve uma crise de risos. Mas o pior não é nem isso. Com o foco ajustado, tudo certo, ainda não consegui enxergar a alma das pessoas, nem a minha…

…Muito decepcionado com NÓS, seres humanos… Cinza por dentro…

Desfocado na vida. Quase apagando… Fade Out… Fade In… Fade Out… De onde vem a maldade humana? No final, tudo se resume a ego e dinheiro, vaidade e dinheiro… Sentimentos sinceros é uma moeda barata no mercado… Sentimentos sincero é algo raro, quase em extinção na praça…

Bem, costumava acreditar em mim mesmo, acreditar nas pessoas, agora somos todos zumbis perdidos no nada sem alma. Passo em frente ao portão do cemitério e o vento sopra frio e enigmático. De repente, vejo todos os mortos me acenando com almas desfocadas, tal qual a minha… Então paro e olho para trás, me dando conta de que a esperança já era, não passa de uma mentira hedionda, abjeta e indecente… No final, tudo é solidão e escuridão…

Espíritos e sonhos destroçados. À margem de mim mesmo, desfocado e vazio, andando bêbado de tédio por aí, o álcool da decepção dança em minhas veias como um demônio insano e rebelde. Com a alma entorpecida, dormente, é mais fácil sobreviver. Não aceito ficar à margem do coração de quem sou dedicado e fiel. A ingratidão é um câncer que come minha alma desbotada dia e noite, e essa dor nas costas que não cessa… E essa dor chata nas costas que não me deixa dormir…

À margem de mim mesmo… Tomara que meu coração pare…

* Este texto foi escrito ao som de: Siberia (Echo &The Bunnymen – 2005)

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