Tédio com um “T” bem grande…

Inferno

O existencialista Jean Paul Sartre é quem tinha razão: “O inferno são os outros”. A vida é um exercício, consiste na arte de conviver com pessoas que não toleramos…

Entediado, muito entediado, tão entediado que não quero mais existir. Por favor, alguém aí pode me emprestar uma borracha? Bem, agora que as Olimpíadas começaram, a vontade que tenho é de sumir, fugir para bem longe, desaparecer. Se bem que há um bom tempo ando desenvolvendo um estilo de vida que não precise, necessariamente, da minha existência.

O mundo ideal seria longe de gente chata, egoísta, vaidosa, egocêntrica, preguiçosa e cínica. Talvez por causa de um desses detalhes meu sonho utópico se realize e eu não passe mas a existir. A vida é um exercício, consiste, entre outras coisas, na arte de conviver, todos os dias, com gente que não suportamos. Sartre é que estava certo: “O inferno são os outros”.

Enquanto isso, no reino dos bobos, tem gente tendo orgasmos de besteira por conta de um bichinho virtual que pula que nem perereca num horizonte de tédio. Saindo do Libert Mall, um susto diante de cena patética ao me deparar com uma adolescente e a mãe, ambas com cara de debilóides, caçando o tal do Pokemón Go no meio da rua. E pensar que o treco mal chegou… Tudo bem, não tem gente que acha que Jesus vai cair do céu para nos salvar?

Foi meu amigo Baco quem me ensinou que o álcool liberta o espírito. Pode até ser, mas quando o efeito passa, o vazio é pior…

Na firma, teve gente que ficou chateado porque não ganhou folga por conta dos eventos esportivos realizado no novo Mané Garrincha. Servidor é foda, não faz nada e ainda quer ter direito a tudo. É o tipo de raça que deveria ser extinta da face da Terra.

Passo pelo tocador de sanfona em frente ao Conjunto Nacional e ele tem um chapéu melhor do que o meu e com mais dinheiro do que eu. O cheiro da rodoviária lá embaixo me causa náusea o que me faz lembrar de novo do Jean Paul Sartre e os seus amigos existencialistas. O problema talvez seja esse, essa angústia existencial que me corrói, talvez seja a crise dos 40 anos, sabe como é, né? Barba branca na cara e uma alma em frangalhos aqui dentro…

Cansado de me matar por pessoas que não valem à pena, não merecem minha atenção. Não quero mais que meus sentimentos lustrem o ego de bruxas sádicas indiferentes que tentam comprar minhas opiniões, corromper meus impulsos e orgulho com um mero cartão de crédito. Tem gente que se acha acima do bem e do mal só porque é especial. Mas é do pântano da desilusão, do precipício do desencanto que nasce a verdade. E a verdade, meu chapa, pode doer, machucar ou até mesmo matar…

Tédio com um “T” bem grande…

* Este texto foi escrito ao som de: Closing Time (Tom Waits – 1973)

Closing time 2

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