Seis horas da manhã…

Manhã

“Onde estaria a lanterna de Diógenes? Enfim, essa solidão dela me cansa…”

Seis horas da manhã, o Sol cheira à hortelã,

O dia vai ser longo, o dia vai ser corrido…

Pessoas nas paradas de ônibus, flores perfumando o campus

 

…E o vento soprando em meu rosto febril,

Sussurrando uma triste balada gentil…

 

Seis horas da manhã, meu corpo ainda está em febre terçã,

Às vezes me sinto perdido sem pra onde ir

Pior, às vezes não tenho mais força pra partir…

 

…Na escuridão do quarto procuro uma luz de esperança,

Onde estaria a lanterna de Diógenes? Enfim, essa solidão dela me cansa…

 

Seis horas da manhã, meu travesseiro tem cor de romã,

Sim, e é da cor dos doces finos e suculentos lábios dela,

Na penumbra do meu quarto, uma tímida luz de vela…

 

…Tento me achar aqui dentro de mim, mas me perco neste labirinto que me tornei,

Mil pedaços de mim espalhados numa incerteza sem fim, onde foi que eu errei?

 

Seis horas da manhã, acho que perdi meu talismã,

E era o meu amuleto da sorte que me dava força e coragem

Agora minha vida é só incerteza e uma infinita vertigem…

 

Seis horas da manhã, o Sol ainda cheira à hortelã…

 

* Este texto foi escrito ao som de: Horizontal (Bee Gees – 1968)

Horizontal - Bee Gees

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