Os Anarquistas (2015)

Os Anarquistas

A bela Adèle Exarchopoulos e Tahar Rahim trocando beijos em lados opostos da anarquia em pelo século 19

 O drama político Os Anarquistas (2015) tem levado um bocado de gente à sala do Libert Mall, não tanto pela trama interessante, mas muito mais pela presença da atriz francesa de origem grega, Adèle Exarchopoulos. Para quem não se lembra, a jovem em questão era uma das lésbicas apaixonantes do sensual filme, Azul É A Cor Mais Quente (2013). Aqui ela é Judith, uma anarquista de primeira hora que se apaixona por quem não deve.

O amante indesejado em questão é o charmoso Jean (Tahar Rahim), um policial infiltrado num grupo de anarquistas que, influenciados pelas ideias do político russo Mikhail Bakunin, toca o terror na Paris do século 19. Entre outras coisas eles assaltam bancos, incendeiam prédios públicos e ainda tiram tempo para amar.

E é nesse contexto afetivo que o diretor Elie Wajeman se concentra mais sua história, deixando como pano de fundo a revolta do proletariado contra a burguesia opressora por meio de atitudes radicais e anarquistas. Os figurinos de épocas são exultantes, assim como a reconstituição de época e atuações do jovem elenco. Pena que a narrativa convencional não esteja à altura da expectativa criada em torno do filme.

* Este texto foi escrito ao som de: Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos (Nara Leão – 1978)

Nara Leão

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