Wall.E (2008)

Wall.E 2

Uma animação que fala sobre o amor entre robôs e a esperança, apesar de tudo, na raça humana

A animação Wall.E, em cartaz na cidade dentro de programação retrô, não é fácil de ser assimilado pelas crianças. Muito deste distanciamento resvala no fato do filme ser, em grande parte, sem diálogos. Mas não quer dizer que seja um projeto desinteressante. Pelo contrário, é bastante cativante com sua história sobre amor entre robôs. Uma abordagem mais do que sensível para falar sobre a falta de sensibilidade entre os humanos.

Uma produção da Disney/Pixar, o filme, dirigido por Andrew Stanton, passou batido pela minha percepção da primeira vez que vi, mas agora me tocou muito. A ponto de considerar um dos melhores trabalhos do gênero. É a história do robozinho metódico Wall.E, que cumpre com dedicação operária a missão para qual foi construído: reciclar lixos.

Um trabalho solitário que faz no que sobrou do planeta Terra, uma devassidão do caos há pelo menos 700 anos. Mas, apesar de ser robô, demonstra sensibilidade fora do comum, ao se emocionar vendo trechos, por exemplo, do musical Hello, Dolly (1964), e por meio da amizade que nutre com baratinha atrapalhada, uma cortesia do mundo dos insetos desde que Kafka escreveu o claustrofóbico A Metamorfose.

 Um dia, do nada, aterrissa por lá uma nave espacial vindo sabe-se lá de onde, trazendo à bordo uma robô fêmea de nome Eva. Ela tem um design arrojado e a missão de encontrar vida no que sobrou do planeta Terra. O que acontece quando ela se depara com uma plantinha simpática encontrada no meio de paisagem árida tomada por toneladas de lixo.

Meio atrapalhado no estilo Charles Chaplin, Wall.E acaba se envolvendo numa grande aventura intergaláctica ao embarcar por acaso num cruzeiro gigante espacial. E ali onde vive agora os humanos, enfim, homens e mulheres rechonchudos que flutuam para cima e para baixo em cadeiras confortáveis, conduzindo a vida artificial que levam em torno do comando de botões e da voz.

Com narrativa contada por meio de imagens, músicas e ruídos, Wall.E traz uma preocupação vela sobre os crimes ambientais e, apesar da premissa pessimista que perpassa boa parte da trama, traz uma mensagem de esperança na humanidade. Será? Prefiro acreditar nas máquinas… Máquinas passionais, como canta a banda Suíte Super Luxo…

* Este texto foi escrito ao som de:  El Toro !(Suíte Super Luxo – 2004)

El Toro

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