O Conto dos Contos (2015)

_1-salma_9426.jpg

Baseado em contos populares do século 16, o filme italiano narra três fábulas bizarras que explora o lado monstruoso da natureza humana

Contos de fadas são fábulas sobre a realidade. E muitas fábulas infantis que você ouviu quando crianças não são do jeito que eram contadas. Algumas eram bem picantes, outras bizarras. Dirigido por Matteo Garrone, O Conto dos Contos, em cartaz na cidade, segue a segunda premissa. Baseado em narrativas populares do século 16 escritas por Giambattista Basille, traz a história de três reinos distantes cujo cotidiano são norteados por coisas estranhas.

No reino de Longtrellis, a rainha vivida por Salma Hayek está inconsolada porque não consegue engravidar. O rei John C. Reilly tenta de todas as maneiras fazê-la feliz, até um mago horrendo surgir na calada da noite e lhes trazer a solução. Basta ela comer o coração de um monstro marinho cozinhado por uma jovem virgem, e ela se engravidará instantaneamente.

“Mas para uma vida nascer, outra tem que partir”, avisa.

Já no reino de Strongcliff, Vincent Cassel vive um rei devasso hipnotizado por uma voz encantadora. A todo custo ele quer conhecer a dona desse canto mágico e deitar-se com ela, mas só a conhece pelo toque. Logo ele vai descobrir que nada é o que aparenta ser.

No terceiro reino, o de Highhills, o ótimo Toby Jones é enfeitiçado por uma estranha pulga amestrada, mas quando o bicho cresce e morre, ele lança um desafio a todos os homens de seu império. Quem descobrir de qual bicho pertence a pele estirada na parede, leva a mão da bela filha vivida pela charmosa atriz britânica, Bebe Cave. O felizardo é um ogro enorme, que causa repulsa a todos.

Norteado por belo visual, mas narrativas paralelas cansativas que se cruzam, sem que as tramas interfiram umas nas outras, O Conto dos Contos, atração ano passado no Festival de Cannes, fala sobre a monstruosidade que habita dentro de cada um de nós. Eles se materializam por meio de sentimentos abstratos inerentes a cada um como a obsessão, a paixão e a ilusão. A moral desses três contos bizarros é de que a natureza humana é a coisa mais horrenda que já foi criada na face da Terra.

* Este texto foi escrito ao som de: Off The Ground (Paul McCartney – 1993)

Off_the_Ground

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s