Drácula de Bram Stoker (1992)

Drácula de Bram Stoker

Adaptação de Francis Ford Coppola para a clássica história de terror chama atenção pelo erotismo romântico exalado pelos personagens

Após o enorme sucesso dos dois primeiros filmes da trilogia O Poderoso Chefão, Francis Ford Coppola – então tido como um menino mimado do cinema da década 70 -, se deu ao luxo de realizar algumas produções ao longo da carreira por mero capricho, apenas pra se divertir.

Foi o caso em 1979, por exemplo, quando deu dinheiro para Carroll Ballard se divertir com o o épico juvenil, O Corcel Negro, a melosa história de amizade entre um menino e um cavalo. Sete anos depois, dirigiu o sobrinho Nicolas Cage na fábula romântica, Peggy Sue – Seu Passado a espera. Já nos anos 90, criou a sua versão para um das histórias de terror mais famosa da literatura, Drácula de Bram Stoker, que vi outro dia em DVD.

Sendo sincero tinha até esquecido desse filme. Para falar a verdade o confundia com outro clássico do gênero do Neil Jordan, Entrevista com Vampiro, aquele com o Tom Cruise, lembra? Pois bem, vencedor de três Oscars – Figurino, Maquiagem e Edição de Efeitos Visuais -, o vampiro de Coppola é diversão pura do começo ao fim.

No auge da beleza, Gary Oldman é Vlad, o carniceiro rei romeno medieval que gostava de empalar seus inimigos só para ver o sague jorrar. Reza a lenda que, ao voltar dos campos de batalha e constatar que a amante se suicidara por pensar que ele tivesse morrido em combate, é condenado ao vampirismo por renegar a igreja e os princípios cristãos.

Quatro séculos depois, ele irá reencontrar a amante reencarnada na pele de uma bela jovem recatada vivida por Winona Ryder. Mas suas chances de viver um grande amor do passado estarão ameaçadas com a chegada do caçador de vampiros, Van Helsing, Anthony Hopkins em atuação formidável.

De uma beleza visual impressionante – detalhes acentuados tanto no figurino quanto na direção de arte -, o Drácula de Francis Ford Coppola chama atenção pelo romantismo erótico potencializado pelos clássicos personagens do escritor irlandês Bram Stoker. Um clássico da literatura de terror adaptado para às telas com elegância suntuosa por quem domina como poucos a arte do cinema.

* Este texto foi escrito ao som de: Sketches of Spain (Miles Davis – 1960)

Sketches of Spain

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