Nem coxinha ou mortadela… Sou um banana

Muro do Impeachment

Não estou de nenhum lado, nem esquerda ou direita, só queria que essa bagunça tivesse fim: Pluct, Plact, Zum, não vamos a lugar nenhum…

Amanhã o país estará, literalmente, em pé de guerra com essa história do impeachment da presidente Dilma. Ou seja, voltamos ao clima de Guerra Fria, dividido entre esquerda e direita. Petistas e oposição. Coxinhas e mortadelas. Bem, não sou nem uma coisa ou outra, ou melhor, não passo de um banana, completamente indiferente à situação. Quero mais que esse país exploda! Aliás, sou a favor de uma solução drasticamente niilista, enfim, que caia uma bomba aqui e começamos uma nova sociedade brasileira do nada. Só assim esse país vergonhoso tem chance de mudar para melhor.

Li não sei aonde que o Galvão “chatonildo” Bueno vai transmitir ao vivo a votação pela Globo. Típico. Uma prova de que o assunto já virou, há muito tempo, um circo midiático e tudo não vai dar em nada. Na verdade, foi a imprensa golpista, oportunista e tacanha que alimentou essa rixa infantil e imoral entre situação e oposição. Ela que inventou essa história de muro no meio da Esplanada.
Só quero saber se, com Dilma ou sem Dilma tudo vai mudar? Vamos poder olhar para um amanhã mais tranquilo, sem crise econômica, política ou moral? Se o Eduardo Cunha, Renan Calheiros e os ladrões dessa caverna de Ali Babá estarão fora do poder? Se toda essa balbúrdia e algazarra terá surtido algum efeito ou foi tudo em vão?
Gozado, esses parlamentares de plástico brasileiro nunca trabalham, mas quando é para lascar com o país, todos madrugam e até dão duro sábado e domingo… Tô aqui babando na gravata…
 No filme de 1950, “O Dia em Que a Terra Parou”, um extraterrestre desembarca no nosso Planeta em busca de uma solução interestelar contra a estultice humana. Sim, porque como dizia o Einstein, duas coisas são infinitas: o universo e a burrice humana. Pois bem, queria que esse ET voltasse à Terra para eu ir embora com ele para bem longe, para um outro planeta, uma galáxia bem diferente. Porque aqui no Brasil, pluct, pluct, zum, não vamos a lugar nenhum.
 Outro dia, bem ali no Beirute, me perguntaram o que eu queria ser na outra encarnação. Olhei para esse horizonte virtual indecente, imoral que me cerca todo os dias e, sem perspectiva nenhuma, fui laconicamente pessimista.
 – Eu?! Na próxima encarnacão quero vir uma banana… Ou melhor, não quero nem aparecer por aqui…
* Este texto foi escrito ao som de: The Sounds of India (Ravi Shamkar – 1958)
Ravi Shankar
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