Morrendo de medo (1953)

Scared Stiff Scary Jerry (1)

Dean Martin e Jerry Lewis, bem antes do que Lennon & McCartney, a dupla sensação no meu coração adolescente…

Foi outro dia. Você nem percebeu, mas enquanto estava olhando para o lado, Jerry Lewis completou 90 anos de idade. É quase um século de vida, meu chapa, 100 anos no lombo e pensar que até pouco tempo atrás o artista trapalhão e a apalermado era o ídolo das garotadas nas mágicas rodadas, Sessão da Tarde. Lembra?

Pois bem, para comemorar a data, o Telecine Cult vem exibido filmes do grande astro da comédia, alguns ao lado do eterno parceiro Dean Martin que, bem antes de Lennon & McCartney, foi a dupla responsável por infernizar meu coração adolescente.

Não tem como não se encantar pelas caretas hilárias e piruetas impagáveis de Jerry Lewis, um clown incorrigível. É o que ele faz o tempo todo no filme, Morrendo medo (Scared Stiff, 1953), atração deste fim de semana do canal.

A trama é mirabolante. Dean Martin é um cantor canastrão e mulherengo que trabalha numa boate onde Jerry Lewis é um garçom matusquela. Ao se envolver com a namorada de um gangster, acaba fugindo para um castelo em Cuba onde vivem fantasmas e zumbis que são guardiões de um misterioso tesouro. Ufa!

Mas vem cá, Jerry Lewis fazendo filme de terror?! Isso mesmo, uma comédia do gênero e essa é uma das grandes novidades da fita dirigida pelo dinâmico George Marshall. A outra surpresa é a pequena aparição de Carmen Miranda na pela da artista latina (não diga!!), Carmelita Castinha, aqui em seu último filme em Hollywood.

As cenas em que divide números musicais ao lado de Jerry Lewis e Dean Martin são formidáveis. “Oh, senhora Carmelita, não a reconheci sem as frutas na cabeça”, debocha Lewis a esbarrar com a diva luso-brasileira, pelo corredor de um Cruzeiro. É inesquecível a sequência do comediante imitando a artista com cachos de bananas e outras frutas na cabeça.

Agora fiquei com muita saudade dos filmes de Jerry Lewis na Sessão da Tarde. Mais do que isso, meu deu vontade ser pré-adolescente de novo.

* Este texto foi escrito ao som de: Splish Splash (Roberto Carlos – 1963)

Splish Splash

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