Snoopy e Charlie Brown – Peanuts, o Filme

E

Snoopy

Produzido e escrito pela família de Charles Schulz, autor das tirinhas, filme humaniza os dramas de personagens inspirados no dia a dia de seu criador

m outubro do ano passado um dos cãozinhos mais queridos do planeta, o beagle Snoppy, completou 65 anos de vida. Para celebrar a data, a família do cartunista Charles Schulz, criador das tirinhas e personagens que marcaram uma geração, resolveu produzir a animação Snoopy – O filme, em cartaz na cidade desde a última quinta-feira. As histórias em quadrinhos encantaram milhares de pessoas pela simplicidade e sinceridade em que retratava o cotidiano de crianças de típico subúrbio norte-americano.

 

É o que se vê no filme que tem uma estética visual leitosa de encher os olhos. A trama é norteada pelo loser Charlie Brown, um menino atrapalhado e cheio de complexos que tem como melhor amigo o cãozinho Snoopy. Travesso, sonhador e criativo, o pequeno beagle sempre dá asas à imaginação por meio de enredos mirabolantes que escreve em sua máquina de escrever azul, além, claro, de salvar o dono amigo, sempre vítima de bullying na vizinhança e na escola.

Aqui, Charlie se vê numa encrenca daquelas ao se apaixonar pela garota mais encantadora do bairro, uma ruivinha cheia de charme que acaba de mudar para a vizinhança. Um tímido empedernido, ele vai passar a trama inteira tentando arranjar um jeito de se aproximar da garota, mas sempre se mete em confusão. “Eu não sei fazer nada direito”, reclama.

O encantamento das histórias das tirinhas está justamente no realismo em humanizar os dramas dos personagens por meio de situações passíveis de acontecer a qualquer um.

Quem um dia não se apaixonaou pela garota mais bonita da escola e não ficou com aquele friozinho na barriga e as pernas bambas?

Para quem não sabe, a formidável galeria de personagens criados por Schulz teve como inspiração pessoas da convivência do autor. A personagem razinza e mandona Lucy, por exemplo, foi inspirada na primeira mulher do autor. Já Charlie Brown é o próprio Schulz que, assim como o seu alter ego, tinha um pai barbeiro que falava alemão em casa e, por ser sempre o menor da turma, era alvo de chacota na escola.

* Este texto foi escrito ao som de: Tigermilk (Belle & Sebastian – 1996)

Belle & Sebastian - Tigermilk

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