Peter Pan (2015)

O novo Peter Pan é um amontoado de imagens pirotécnicas e cenas de ação de tirar o folego, mas sem essência narrativa

Novo “Peter Pan” é um amontoado de imagens pirotécnicas e cenas de ação e só…

Esqueça os lampejos lúdicos e ingenuidade narrativa da clássica história escrita pelo escocês James M. Barrie que tanto nos fascinou naquela versão da Disney de 1953. O novo Peter Pan é um amontoado de imagens pirotécnicas e cenas de ação de tirar o folego, que faz com que a essência psicológica da trama do “menino que nunca quis crescer”, soe vazio, fake e até entediante. Até mesmo minha sobrinha de cinco viu que alguma coisa estava errada e esse “erro” foi proposital tanto por parte do diretor Joe Wright e do roteirista Jason Fuchs. Quer dizer, depende do seu ponto de vista e o meu é o de um cinéfilo conservador.

As liberdades narrativas do filme beiram o ridículo, mas vamos lá. A história começa na 2ª Guerra Mundial, com o pequeno Peter (Levi Miller) tendo que se virar num orfanato dirigido por feiras sádicas e gulosas. O cenário, com dezenas de camas amontoadas num grande galpão, é um trauma de toda uma geração, como mostrou bem as canções do Pink Floyd em The wall. A Inglaterra está sendo bombardeada por nazistas e, dia a dia, crianças vão desaparecendo do lugar, até o dia em que chega a vez de Peter, raptado pelos piratas do malvado, Barba Negra (Hugh Jackman irreconhecível). Só não me pergunte onde esse roteirista maluco tirou esse vilão para encaixá-lo aqui.

Na Terra do Nunca Peter vira Pan ao descobrir que pode voar, mas antes disso é forçado a trabalhar como escravo numa mina em busca do pixum, o pó mágico das freiras. Lá ele conhece seu melhor amigo, o temido Capitão Gancho (Garrett Hedlund) da história real, aqui bonzinho e com um tipão Indiana Jones. O resto já dá para imaginar o que será, com direito a versões heavy metal de Smells Like Teen Spirit, do Nirvana e ,dos Ramones, embalando a trilha.

É o que eu sempre digo. Clássicos são irretocáveis, do contrário viram caricaturas para adultos e, no caso deste, até para crianças. Um presente para o dia delas ingrato!

* Este texto foi escrito ao som de: Sail Away (Randy Newman – 1972)

screw the RIAA

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