Teto de vidro (Cláudia Cruz)…

A alpinista social Cláudia Cruz, olhos esbugalhados e Eduardo Cunha, o anão de Velásquez do Congresso...

A alpinista social Cláudia Cruz e Eduardo Cunha, o anão de Velásquez do Congresso…

Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra. Eu mesmo, falastrão que sou, enfim, um autêntico big mouth, como dizia o genial Morrissey, ando sempre com um guarda-chuva a tiracolo. Precavido vale por dois, não é verdade?! Mas porque estou dizendo tudo isso? Ah, sim! Lembrei! Eduardo Cunha e sua caricata, patética e surrealista mulher, a jornalista Cláudia Cruz. Que casal formidável de ridículo e, pelo que tudo indica, eles se completam.

Ele, como a quintessência do que há de mais atrasado, retrógrado e pessimista que esse país já viu. Um anão de Velásquez que, na importante e mal aproveitada condição de presidente da Câmara dos Deputados, é contra ideias modernas, de vanguardas do mundo avançado como o aborto, o casamento gay, defensor de medidas imorais como a redução da maioridade penal e do financiamento privado de campanhas. Ou seja, o cara é um atraso em pessoa, ou como diria o Marlon Brando em Apocalipse now, o “horror, o horror”, e aí é que está. Eduardo Cunha, o fascista demagogo de plantão, é um verdadeiro apocalipse.

Mas quem é Cláudia Cruz? Bom, antes de tudo, é preciso confessar que ela foi minha musa da adolescência, com aqueles reluzentes olhos azuis, pele alva e cabelo de sereia da luxúria. Tudo isso antes de eu nem sonhar em cair na bobagem de virar jornalista. Aos 20 e poucos anos, a estrela do jornalismo carioca era o pecado em pessoa. O que Eduardo Cunha, um homem de deus e entendido do assunto, logo percebeu e tratou de traçar a menina, quando era presidente da empresa de telefonia Telerj.

Antes disso, a bela Cláudia Cruz enfeitiçava minha libido toda vez que apresentava, sensualmente, o Fantástico e o Jornal Hoje. Uau! Que delícia de pecado, Eduardo Cunha, o paladino cristão da hipocrisia, que o diga. Mas jornalistas bonitas, com sex appeal à flor da pele têm uma queda por poder e, até por uma questão de sobrevivência, alpinistas sociais. Que o diga as “Anas” prostitutas do poder que trabalham nos “Correios Brazilienses” da vida.

Assim, a bela Cláudia Cruz, agora com seus esbugalhados e patéticos olhos azuis, se vê na constrangedora situação de cúmplice do mais esquizofrênico, lunático e corrupto político do momento. O que um viu no outro não sei dizer, mas numa hipotética observação machista minha, imagino que ela viu nele, na sua cega ânsia por poder e dinheiro, status. Ele, o mesmo, só que codificado na ignorante, atrasada e contraditória ideia de sexo e pseudo glamour.

E é o que todos querem, mais cedo ou mais tarde. Porque todo mundo tem seu preço, certo?! Lembre-se que Jesus custou 30 moedas de pratas para o poder vigente na Galileia, incomodado por suas ideias contestadoras e modernas. E modernos é tudo o que Eduardo Cunha, o atrasado, e sua mulher, a ridícula, não são. O que eles são, reduzidos numa síntese simplista e caricata do caos que é a política brasileira no momento, é a mulher que tinha aulas na academia onde treinava estrelas do tênis mundial, com o dinheiro pago num esquema de corrupção envolvendo o homem que um dia já foi chamado e o mais poderosa dessa republiqueta de banana que o Brasil.

* Este texto foi escrito ao som de: Nilsson Schmilsson (Harry Nilsson – 1971)

Nilsson Schmilsson

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