Stênio Garcia peladão e Neymar bobão!

O craque de araque num surto de ostentação infantil e boboca...

O craque de araque num surto de ostentação infantil e boboca…

Dois episódios divertidos, para não dizer patéticos, envolvendo personalidades brasileiras bobaram nas redes sociais nos últimos dias. A semana já começou quente com a invasão de privacidade da intimidade do ator Stênio Garcia e da mulher Marilene Saade, trazendo fotos do casal peladão. Ridículo, mas a verdade pura, crassa e hedionda é que, todo mundo, no segredo da alcova, na intimidade do seu ninho, sempre esconde brincadeiras, estripulias sexuais que deixariam o próximo com tesão e falsa hipocrisia. O que me faz lembrar aquela frase bíblica do Nelson Rodrigues que é mais ou menos assim:

“Se todo mundo soubesse da vida sexual de todo mundo. Ninguém conversava com ninguém”.

O problema é que alguns artistas chegam a um nível de vaidade, hedonismo fake e exposição gratuito tão nonsense que nos levam a refletir sobre nossa condição ridícula aqui.

Já o outro momento boboca da semana foi a demonstração infantil do menino Neymar. Típico. O craque (que pra mim não é craque nem aqui, nem na China), após ter seu Porshe apreendido pela Receita Federal, fez cara de birra, sapateou como uma bailarina espanhola e comprou uma Ferrari avaliada em R$2 milhões. Em tempos de crise e diante da realidade social do nosso país, demonstrações de soberba e ostentação como essas me irritam. Mas daí, eu miro na cara sem cultura do sujeito e perdoo. Coitado, não deve ter lido um livro na vida. E não vale dizer que é inveja da minha parte porque ter inveja de um calhorda como esse menino e se rebaixar ao limbo da futilidade.

“Obrigado, Deus, por me dá saúde e com o fruto do meu trabalho poder realizar mais um sonho de criança”, escreveu o patusco no Instagram.

Tenho saudade do tempo em que lia sobre a ingenuidade dos craques do passado como o Garrincha e o Pelé. Aliás, que saudade dos craques da minha infância. Sócrates, Éder e o Falcão. Da mítica seleção de 82. Ser saudosista de uma época que não vivi me anestesia diante do triste presente em que vivemos. São tempos de mediocridade.

* Este texto foi escrito ao som de: Familiar to millions (Oasis – 2001)

Familiar to millions

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