When you’re strange

Jim Morrison encarnando a persona Mr. Mojo Risin' no documentário...

Jim Morrison encarnando a persona Mr. Mojo Risin’ no documentário…

Não sei se você está ligado no canal Bis. Se não estiver então não viu dois documentários bacanas dedicados a uma das bandas mais originais e influentes do rock: The Doors. Parece que este mês foi dedicado a grupo e seu líder de beleza apolínea, que é um dos meus heróis do rock, ou seja, Jim Morrison. Tinha até me esquecido disso e não sei por que.

 Um deles, When you’re strange, é uma pérola só. O título é uma brincadeira com uma das canções marcantes da banda e trás como narrador ninguém menos do que Johnny Depp. Mais do que apropriado já que o ator carrega o gênero nas veias e para mostrar que não é máscara, já tocou com o Oasis e é um dos melhores amigo de Keith Richard dos Stones. Se Jim estive por aqui, seria bem vindo ao grupo.

Depois porque tem um jeito original de contar, de forma cronológica, a curta, furiosa e trepidante carreia do grupo. O ponto de partida é um filme em que Morrison aparece como a persona rebelde e transviada, Mr. Mojo Risin’, dirigindo pelas altas estradas da Califórnia. Logo surge no rádio a notícia da morte súbita de Morrison em Paris ouvida por ele mesmo e o espectador é jogado, de súbito, para o início dos anos 40, década de seu nascimento. O barato é que não há entrevistados na fita, a história do grupo é contada em imagens, que norteia a narrativa e vice-versa.

Uma das revelações de When you’re strange – pelo menos para mim -, era de que o pai militar de Jim comandou pelotões na Guerra do Vietnã. Eu só sabia da primeira parte, que ele era da aeronáutica, e imagina que vergonha essa situação seria para o astro do rock que, como muitos da época, contestava o conflito veementente. O outro momento curioso – e isso eu sabia – era que ele desprezava a família, a ponto de ter declarado certa vez que todos estavam mortos, mas não que ele escondeu que tinha virado estrela da música da noite para o dia. Foi um vizinho do irmão de Jim que revelou a novidade, ao achar Jim parecido com o cara da capa do primeiro disco da banda de 1967. Bingo!!

E assim chegamos ao segundo documentário, que versa sobre os bastidores desse que é um dos álbuns marcos do gênero. Lançado em 1967, mesmo ano do revolucionário Sgt. Peppers dos Beatles, The Doors caiu como uma bomba naquele verão do amor. “A banda era o Yin e o Yang do flower power”, chega a dizer o poeta e amigo de Jim Morrison, Marshall McLuhan. Aqui, com depoimentos dos três remanescentes do grupo – o baterista John Densmore, o tecladista Ray Manzarek, e o guitarrista Robbie Krieger, além de outros amigos – faixa a faixa do álbum vai sendo desnudada, apresentando detalhes saborosos.

* Este texto foi escrito ao som de: The Doors (1967)

Doors - 1967

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