Rock Indie USA: De R.E.M. a Nirvana

Michael Stipe e companhia no início da carreira, na época do disco

Michael Stipe (esq.) e companhia no início da carreira, na época do disco “Document”

O que o R.E.M. de Michael Stipe e o Nirvana de Kurt Cobain têm em comum? Muita coisa, entre elas de serem duas das mais importantes bandas norte-americanas do rock independente. A primeira surgiu no início da década de 80 e se tornou uma das primeiras referências do rock alternativo, influenciando do Pixies ao grunge. A segunda, com seu frontleader sensível e kamikaze, uma avalanche sonora e sentimental que pegou todo mundo de surpresa nos anos 90. Isso é o que mostra um documentário que vi recentemente no canal Bis.

Bem, não sei se vocês perceberam, mas ando bastante ligado nesse canal de música pago e tenho aprendido muito sobre minhas bandas e artistas preferidos. Sim, porque por mais que achamos que sabemos sobre nossos ídolos, sempre tem uma novidade ou outra aqui ou ali.

“Kurt Cobain foi o último herói do rock”, atesta um dos entrevistados.

Uma coisa que eu não sabia (mas óbvia) era que o R.E.M. ajudou a formar uma galera que viria na década seguinte ao apostar num estilo independente com diploma universitário. O Nirvana foi um deles e Kurt Cobain gostava tanto da banda de Athens, Geórgia, que parece que foi a última coisa que ouviu antes de suicidar, em abril de 1994. Pelo menos um disco da banda de Michael Stipe foi encontrado no toca CD de sua casa, junto com um bilhete enigmático citando uma frase de Neil Young.

“É melhor acabar, do que desaparecer”, deixou.

O legal do documentário é mostrar como o jeito ingênuo, desajeitado e descompromissado de bandas undergrounds como Black Flags e Replacents, que faziam turnês em vans e tudo o mais, forjou um conceito de independência artística que pairou sobre a gênese dessas duas bandas. Mais do que isso, esclarececomo a chegada de sucesso estrondoso de álbuns como Automatic for the people, (R.E.M.) e Nevermind, do Nirvana, levou embora a integridade e ingenuidade que os mantinham soberanos naquilo que faziam de melhor.

“Quanto maior o sucesso, maior a chance de perder a independência e integridadae”, comenta um crítico musical.

* Este texto foi escrito ao som de: Document (R.E. M. – 1987)

Document

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