Musas do cinema – Maitê Proença

Diva do cinema conquistou meu coração primeiro na TV

Diva do cinema brasileiro conquistou meu coração primeiro na TV

A vida pessoal de Maitê Proença por si só já dava um filme. Quer ver? Aos 12 anos perdeu a mãe assassinada pelo próprio pai, motivado por crime passional. Com o incidente, ela e o irmão foram parar num pensionato luterano onde viveram por três anos. Um belo dia o pai lhe manda para Paris e na volta decide deixar o pensionato, para morar com um padre. Aos 19 anos tenta inúmeros cursos na faculdade, passando para Psicologia na PUC-SP, mas desistiu para dar a volta ao mundo nos dois anos seguintes.

Antes de começar o curso de artes cênicas com o mestre francês da mímica, Marcel Marceau, vendeu jornal e distribui panfletos pelas esquinas de Paris, e até bancou a ama seca pela capital francesa. Na volta ao Brasil, no final dos anos 70, é convidada pelo jornalista Mário Prata um teste na TV Tupi, ganhando uma ponta na novela Dinheiro vivo. O primeiro papel na Rede Globo seria na novela de 1980, Coração alado e o resto é história.

Diva da televisão brasileira, a linda atriz de faiscantes olhos azuis e madeixas louras conquistou meu coração como a professorinha Clotilde, na novela O salvador da pátria, escancarando sua sensualidade e sex appeal na série baseada em textos de Nelson Rodrigues, A vida como ela é. Mas foi como a musa do cineasta paulista, Guilherme de Almeida Prado, e seus filmes metalinguísticos, que Maitê Proença conquistou respeito junto a crítica e um lugar cativo no cinema nacional.

Também escritora, Maitê Proença dedicou um tempo a escrever crônicas para a revista Época e é autora de seis livros. Versátil, também exibiu seu talento como apresentadora e comentarista, destaques para suas participações em programas como Saia justa e Extra Ordinários.

* Este texto foi escrito ao som de: Roberto Carlos (1974)

dama-do-cine-shanghaiTop five – Maitê Proença

A dama do cine Shanghai (1987) –Nessa trama engenhosamente metalinguística ela é a musa de corretor de imóveis que se vê metido com bandidos após uma sessão de cinema. Nota como a atriz, de forma deliciosa, se encaixa perfeitamente nos figurinos noir.

A hora mágica (1998) – Mais uma vez a atriz empresta sua beleza hollywoodiana interpretando um duplo papel nessa trama baseada em conto de Júlio Cortázar.

Onde andará Dulce Veiga (2007) – Aqui ela é a misteriosa beldade do título que conduz o espectador por um misterioso labirinto de suspense e intriga moral.

Tolerância (2000) –Na trama a atriz é uma provocante advogada que testa os limites de um relacionamento convencional num intrigado jogo de prazer e sedução.

Bufo &Spallanzani (2001) –Aparticipação da atriz é pequena, mas e daí, se aqui, além de boa atriz, ela mostra que também sabe escolher bem os roteiros em que quer participar, este, baseado em livro do mestre Rubem Fonseca.RC

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