Grandes astros – James Stewart

O ator no auge da carreira no clássico thriller de Alfred Hitchcock...

O ator no auge da carreira no clássico thriller de Alfred Hitchcock…

Eu já conhecia James Stewart antes de saber que ele era James Stewart. Explico. Era quando eu ia assistir aos filmes da Lassie e lá estava ele como o tio simpático que todo mundo queria ter ao lado da cadela mais querida do planeta. Mas isso era nos meus tempos de menino. Despois cresci, passei a entender mais o cinema e seus grandes astros e o vi sempre como um dos maiores nomes da era de ouro de Hollywood.

Ao todos foram 80 títulos entre faroestes, comédias, dramas e suspenses, gênero que ajudou a imortalizar com o mestre Alfred Hitchcock em três clássicos citados abaixo. Começou a despontar em filmes do diretor Frank Capra, na pele do bom rapaz que sempre se encaixava como uma luva dentro dos principais valores da sociedade norte-americana.

Um dos primeiros artistas a se alistar na Força Aérea Americana, abriu mão de uma salário de US$ 3 mil dólares por semanas em troca de parcos US$ 21 mensais, insistindo para ser tratado como qualquer outro soldado. Em 1980, quando ganhou o Oscar por sua contribuição ao cinema, foi original.

“Eu lhes dou James Stewart, um cara de muita sorte. Este prêmio amarra uma fita em volta de uma vida inteira em que me deixaram ser pago para fazer aquilo que mais gosto”, agradeceu bem ao seu estilo.

Chamado pelos amigos apenas de Jimmy, Stewart viveu até a sua morte ao lado da ex-modelo e atriz, Gloria Hatrick, com quem teve um casal de gêmeas. Generoso, adotou os dois filhos do primeiro casamento da mulher e sempre se referia a um deles, morto na Guerra do Vietnã, como “meu filho”.

Top five – Jimmy Stewart Harvey

Janela indiscreta (Rear window – 1954) – Só mesmo Jimmy para segurar uma trama inteira da sua cadeira de rodas na pele de um fotógrafo voyeur que acaba se metendo numa grande encrenca ao enxergar de mais do outro lado da janela. Tudo bem que, por detrás das câmeras ele tinha a segurança do mestre Hitchcock, mas tudo bem já que o mestre do suspense o achava um ator “formidável”.

Festim diabólico (Rope – 1948) –  No filme o astro é Rupert Cadell, um professor espirituoso e safo que desvenda as tramoias de dois amigos sádicos. A primeira escolha para o papel era Cary Grant, o que, felizmente não se concretizou.

Um corpo que cai (Vertigo – 1958) – Na fita ele é o policial charmoso Scottie que tem medo de alturas, mas qual é o maior perigo quando se pode cair por amores diante da loira faltal Kim Novak. Tido por especialistas o melhor filme de Hitch, muito do mérito vem da atuação do ator.

Meu amigo Harvey (Harvey – 1950) – Não é todo ator que, no auge da carreira, abre mão de papeis de peso para embarcar na aventura de ser amigo de um coelho gigante invisível. Mas também só ator, com seu carisma contagiante nos convenceria de tal proeza. Uma das melhores fábulas que já assisti.

O home que matou o facínora (The Man Who Shot Liberty Valance – 1962) – E quem mais poderia contracenar com John Wayne e se sair tão bem ou melhor do que o grande astro dos faroestes norte-americano? Jimmy Stuart, claro, aqui na pele de um senador respeitado que lembra seus dias de advogado ingênuo ao lado do valente pistoleiro Tom Doniphon (Wayne).

* Este texto foi escrito ao som de: Achtung baby (U2 – 1992)

Achtung babyU2

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