Grandes astros – Sean Connery

Bond,James Bond!

Bond,James Bond!”, com essa apresentação curta o ator escocês se imortalizou no cinema

“Bond, James Bond!”. Foi sucinto assim, como um corte de navalha, que o jovem escocês Sean Connery entrou para a história do cinema como um dos grandes astros de Hollywood. Mas seu talento como ator e charme irresistível entre as minas o fizeram desvencilhar do estigma do marcante espião criado pelo escritor Ian Fleming. O gozado é que o ator só conseguiu o papel depois que muitas estrelas da época declinaram de interpretar o agente britânico.

Roger Moore, por exemplo, a primeira escolha, já tinha um contrato com a TV. O galã Cary Grant não gostou da ideia de ver seu nome associado a uma série e o elegante David Niven desdenhou, categoricamente, o papel, mas parece que se arrependeu, já que faria uma paródia sobre o personagem no divertido, Cassino Royale, roteirizado por Woody Allen.

Filho de uma faxineira e um motorista de caminhão, Sean Connery ralou muito antes de começar a carreira como ator. Depois de passar três anos na marinha britânica, explorou seu charme como pedreiro, entregando leite e polindo caixões. E antes mesmo de Arnold Schwarzenegger ganhar o título de Mister Universo, nos anos 70, exibindo seus músculo, Sean Connery tirou o terceiro lugar na competição em 1950.

Não levou o caneco dos músculos, mas a exposição o levou para o teatro, estreando na televisão em 1956. Mesmo agraciado com o título de Sir pela rainha da Inglaterra, em 2000, Sean Connery nunca esqueceu suas origens escocesas, lutando ativamente pela causa da independência do seu país do Reino Unido. Eleito em 1989, pela revista People, o homem mais sexy do mundo, até hoje, aos 84 anos, Sean Connery encanta os fãs com charme irresistível.

o-nome-da-rosa_t5722_jpg_290x478_upscale_q90Top five – Sean Connery

O nome da Rosa (Le nom de la Rose – 1986) – No papel do monge sherlockiano William de Baskerville, Connery, no auge da maturidade como ator, arrancou elogios entusiastas da crítica e alguns prêmios importantes. Até hoje é o personagem preferido dos fãs.

Os intocáveis (The untouchables – 1987) – Recriação elegante de um gênero caro à Hollywood, os filmes de gangsters, o ator brilha na pele do policial experiente Malone. A sequência dele agonizando em bicas de sangue pelo chão da sala é antológica. Resultado. Abiscoitou o Oscar de Ator Coadjuvante com uma das mãos nas costas.

Highlander – O guerreiro imortal (Highlander – 1986) – Era para Christopher Lambert ser a estrela do filme, o que foi até a entrada em cena de Sean Connery, protagonizando um cavaleiro medieval espanhol safo e, elegantemente, debochado.

Marnie – Confissões de uma ladra (Marnie – 1964) – Até Hitchcock se rendeu ao charme do ator escocês o escalando para uma de suas tramas formidáveis, aqui ao lado da bela Tippi Hedren, aqui encarnando com charme, humor e sensualidade um empresário bem sucedido que lida com uma amante pra lá de esquisita.

007 contra o satânico Dr. No (Dr. No – 1962) – Primeiro filme da franquia 007, realizado sob a égide da Guerra Fria, o foi catapultou a carreira do ator em escala mundial, imortalizando aquela que é a apresentação mais charmosa de todos os tempos: “Bond, James Bond!”.

* Este texto foi escrito ao som de: Tigermilk (Belle & Sebastian – 1996)

Tigermilk

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