Barbarella (1968)

Antes de Jane Fonda, o diretor Roger Vadim tinha feito proposta a Sophia Loren e Brigitte Bardot

Antes de Jane Fonda, o diretor Roger Vadim fez o convite a Sophia Loren e Brigitte Bardot

Ok, confesso na cara dura que revi Barbarella outro dia só porque ultimamente ando ouvido muito Duran Duran. O que tem a ver uma coisa com outra? Ora bolas, só o fato de Simon Le Bon e companhia homenagearem o vilão da trama para dar nome à banda. Só isso e não apenas isso por que a fita de 1968 dirigido por Roger Vadim é uma obra cult da ficção científica. Não foi um grande sucesso na época, mas com tempo foi conquistando gerações futuras e hoje sempre figura lista de importantes e emblemáticas produções do gênero.

Mas muito da mitificação do filme tem a ver com a bela atriz Jane Fonda, na época com apenas 24 anos e casada com o diretor Roger Vadim, que já tinha o mérito de ter sido o descobridor, veja você, de Brigitte Bardot. Aliás, antes de Jane, o cineasta tinha feito o convite para o papel a Sophia Loren e Brigitte Bardot. A trama é inspirada em HQ homônima de 1962 escrita por Jean-Claude Forest.

O enredo é estranho, superficial, mas divertido e chama atenção pelo estilo debochado e o fato da personagem Barbarella, mesmo sendo uma adorável inocente, expor com seu corpo quase desnudo o filme inteiro, muito do desejo, anseios e ousadia daqueles loucos anos 60. E estamos falando de revolução sexual e tudo o que puder vir junto com esse conceito.

A cena de abertura com ela fazendo um strip-teaser sideral é de tirar o fôlego. A cena em que ele faz sexo com uma máquina de prazer, estourando o motor é hilária. Resta saber se o pai Henry Fonda gostou da estripulia da filhota rebelde.  

No ano 4000, ela é uma corajosa astronauta encarregada de prender um renegado vilão que fugiu da Terra levando com ele poderosa arma nuclear. Pelo caminho ela vai enfrentando vários perigos em meio ao cenário cafona e kitsch desenhado pela produção do extravagante produtor italiano Dino De Laurentis. “Um anjo não faz amor, ele é o amor”, diz Pygar, criatura alada cega para quem Barbarella deu todo o seu amor.

* Este texto foi escrito ao som de: Rock and Roll Circus (The Rolling Stones – 1968)

Rock and roll circus

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