Astros do cinema – Cary Grant

Até 1986 o ator ainda era um prodígio de elegância...

Até 1986 o ator ainda era um prodígio de elegância e charme…

Admito que levei bastante tempo para assimilar o estilo empolado do ator Cary Grant. Até mesmo a enquadrá-lo na categoria de galã, o que só foi acontecer com o tempo, no exercício de ver, sistematicamente, seus filmes. Mesmo assim, só a barreira da primeira impressão que consegui vencer.

Nascido Archibald Alexander Leach em Bristol, Inglaterra, em 1918, o jovem ator partiu para uma turnê teatral para os Estados Unidos após ser expulso da Fairfield Grammar School e nunca voltou. Lá, almejando o sonho de chegar ao estrelado de ídolos como Clark Gable e Gary Cooper, adotou o nome de Cary Grant, numa referência às siglas dos nomes dos dois astros.

A carreira em Hollywood começou nos anos 30, com as seminais comédias malucas que o projetaram à condição de galã, tendo na sequência a honra e sorte de ter trabalhado com os melhores diretores em todos os gêneros. A parceria mais sólida e bem-sucedida foi com o mestre do suspense Alfred Hitchcock.

Esbelto, dono de charme irresistível, até 1986 o ator ainda era um prodígio de elegância e, embora haja quem diga que fosse daquelas estrelas do cinema que nunca saiu do armário, teve o prazer de beijar as mais belas mulheres das telonas.

Top five – Cary Grant Ladrão de casaca

Ladrão de casaca (To catch a thief, 1955) – Com certeza os melhores filmes de Cary Grant foram ao lado de Hitchcock e o mais emblemático para mim dessa parceria é essa deliciosa fita que traz dois momentos marcantes. Aquela do beijo inesperado de Grace Kelly no ator e claro, a famosa cena do piquenique. Só Cary Grant tinha o charme de falar de obscenidades na hora do almoço e ter a impressão de que era papo de coroinha.

Intriga internacional (North by northwest, 1959) – Há quem aposta que este filme represente o auge da carreira do ator que domina com primazia o clima kafkaniano desenhado pelo mestre Alfred Hitchcock. A cena do milharal é antológica.

Interlúdio (Notoroius, 1946) – Com cenas passadas de mentirinha no Rio de Janeiro, Cary Grant e Ingrid Bergman formam aqui um dos mais belos e emblemáticos casais do cinema. Tenho um carinho pela cena romântica na sacada do hotel sob o luar.

Tarde demais para esquecer (An affair to remember, 1957) – Cary Grant aqui é o par romântico de Deborah Kerr em trágica história pontuada por diálogos espirituosos e um humor velado. Dá uma pO lado dramático do ator

Levada da breca (Bringing up baby, 1938) – Junto com Katharine Hepburn ele protagoniza aqui um dos clássicos das “screwball comedy” – as deliciosas comédias malucas dos anos 30 e 40 -, vivendo um paleontólogo meio abobado. A cena do esqueleto do dinossauro desmontado depois de muito sacrifício é delícia pura.

* Este texto foi escrito ao som de: Substance (Joy Division – 1977/1980)

Joy Division

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