JK – O presidente Bossa-Nova

Juscelino e Lucio Costa em mítica foto da construção de Brasília que ilustra o livro

Juscelino e Lucio Costa em mítica foto da construção de Brasília que ilustra o livro

Ok, eu sei, o título é um clichê vagabundo, mas o que eu posso fazer de algo vindo da Rede Globo? No caso aqui a editora. O que dá no mesmo, né? Contudo, o livro JK – O presidente Bossa-Nova, mesmo escrito por encomenda, meio que às pressas, traz assim abordagem interessante para quem não é familiarizado com o tema.

E para aqueles que são inteirados com o assunto algumas adoráveis surpresas. Iconográficas e, sobretudo, históricas. O que vale deixar registrado aqui é que de uns tempos para cá me vi como um daqueles sujeitos que não são de Brasília, mas fascinado pela história e personagens da nova capital. E dois deles têm habitados o meu inconsciente de forma digamos poderosa: Oscar Niemeyer e Juscelino Kubitschek.

Pois bem, nos concentremos em JK, o tal presidente Bossa-nova, e em seus feitos humanistas sociais como homem político. Mineiro de Diamantina de origem pobre e sague austro-húngaro, JK se dedicou à medicina, se especializando em urologia, mas foi picado pela mosca da política quando se viu obrigado a servi o exército como médico na revolução constitucionalista de 1932.

Simpático, solícito e de um otimismo ofuscante logo se transformaria em sensação nacional com a ideia da construção de Brasília. O livro mostra em detalhes como sua passagem pela prefeitura de Belo Horizonte e governo de Minas Gerais serviu de laboratório para a marcante experiência na presidência do país, onde se destacou a construção da nova capital, Brasília. Reconhecido como um furacão pela impressa, JK modernizou o estado mineiro construindo hospitais, ruas, estradas e obras de infraestrutura.

As fotos do político inspecionando as obras são impressionantes. Como uma em que está pilotando um trator. Bem editado, o livro ainda traz como adendo informações preciosas sobre passagens importantes da história que aconteceram no período de ascensão de JK, assim como frases em destaques do próprio político mineiro e figuras importantes de sua época exaltando seus feitos. “O homem público, sobretudo o presidente, não pode ser margo, ressentido. A vida pública se faz com felicidade e alegria – e Juscelino era um homem feliz e alegre”, Ulisses Guimarães.

* Este texto foi escrito ao som de: Elis Regina (1974) Elis 1974

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