Omar Sharif – Astros do Cinema

O ator quando jovem tinha um dos rostos mais lindos do cinema

O ator quando jovem tinha um dos rostos mais lindos e exóticos do cinema

O jovem ator egípcio Omar Sharif era um dos rostos mais lindos do cinema nos anos 60. E sempre será lembrado por uma das histórias de amor mais marcantes nas telonas, a do Dr. Jivago (1965), obra clássica de David Lean. Mas para mim a cena indelével em minha memória e a do beduíno Sherif Ali de Lawrence da Arábia (1962), outra pérola dirigida pelo inglês David Lean. Sua entrada em cena nesse épico é antológica e triunfal, com ele surgindo como um pontinho preto no meio do nada do deserto, vindo do outro lado mundo só para salvar o militar e arqueólogo T.E. Lawrence do mal.

O sucesso na fita lhe rendeu uma indicação ao Oscar e passaporte livre em Hollywood depois de dez anos de sucesso em seu país natal, o Egito, onde nasceu em 1932 com o nome de Michel Demitri Shalhoub. Apaixonado na época pela atriz Faten Hamama, também egípcia, se converteu ao islamismo para viver uma tórrida história de amor que acabaria quando ele foi alçado à condição de galã e mito das telas.

Em 1967, enquanto dava uns beijos na atriz Barbra Streisand nas filmagens de Funny Girl – A garota genial, seu pais perdia homens e terra na rápida Guerra dos Sete Dias com Israel. Considerado um pária e traidor em seu país, teve todos os seus filmes banido do Egito.

Carismático e de uma beleza exótica com seu rosto sofrido e dentes falhos, o ator, então um milionário, também tinha outras paixões na vida como o brigde e os cavalhos. Chegou a ter oito desses animais de corrida, um deles em sociedade com o empresário Naji Nahas, de quem era amigo.

Top five Omar SharifMouseir Ibraim

Lawrence da Arábia (1962) – Ok, o protagonista da fita é o irlandês Peter O’Toole, mas até enquanto Omar Sharif entra em cena, vindo do nada, com seus cintilantes olhos verdes. Uma entrada triunfal no cinema hollywoodiano que selou para sempre sua carreira como ator.

Dr. Jivago (1965) – No filme ele é um poeta médico triplamente dividido entre o amor de sua esposa, uma jovem apaixonada por um revolucionário desaparecido e pela causa russa. Seu semblante tristonho de bigode embalado pela tocante trilha de Maurice Jarre o eternizou como galã.

Uma amizade sem fronteiras (2003) – Já um setentão, o ator aqui num surto de ousadia vive um comerciante mulçumano que trava amizade eterna com um jovem judeu. Seu desempenho comedido e simpático nessa comédia social lhe rendeu o César de melhor ator.

Top secret – Super confidencial! (1984) – Aqui o ator revela seu lado engraçado na pele do agente Cedric, a cena em que ele parece empastelado dentro de um robô é hilária.

Causa perdida (1969) – O rosto exótico lhe rendeu papéis de líderes árabes, guerreiros orientais e latinos guerrilheiros, como o Che desse que talvez seja um dos grandes fiascos do cinema político. Pior do que ele como Guevara está Jack Palance como Fidel Castro.

* Este texto foi escrito ao som de: Soundtrack Dr. Jivago (1965)

Dr. Jivago

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