O cidadão do ano (2014)

Stellan Skarsgård (dir.) bancando o Dirty Harry da Escandinávia...

O ótimo ator Stellan Skarsgård (dir.) bancando o Dirty Harry da Escandinávia…

Até agora não entendi se o filme norueguês, O cidadão do ano (2014), uma das estreias desta semana no Libert Mall, é uma comédia ou drama de suspense. Pode ser tudo isso num filme só e muito mais, o que evidência não apenas as influências pop do diretor Hans Petter Moland (lê-se cinema hollywoodiano), e não sei se isso é bom. Mas uma coisa é certa, o cineasta tem elegância para filmar e bastante senso de humor.

A cena inicial é uma pintura e mostra um caminhão gigante abrindo passagem numa imensidão de gelo que logo faz um link com a sequência do personagem-título (Stellan Skarsgård) se barbeando. Ele é o desbravador responsável por abrir o caminho pelas frias, inóspitas e brancas estradas nórdicas da região com pesadas máquinas próprias para a tarefa.

Um dia, a rotina do trabalho é quebrada pelo grito desesperador da mulher que fica sabendo que o filho morrera assassinado por engano, mais uma vítima da briga pelo controle do tráfico de drogas entre duas gangues rivais. Revoltado, o espírito da vingança então se abate sobre ele e, como um justiceiro solitário, vai matando, um a um, os responsáveis pela morte do filho. As cenas de violências são horrendas, mas há certa poesia em sua exploração.

As piadas com referências a personagens como Dirty Harry e Wingman (Top Gun) são impagáveis, assim como o humor negro que o tempo todo paira na trama, do namoro gay de dois capangas ao amor e sentimentalismo do gangster chefe por seu filho. Há certa lógica social, por exemplo, na discussão entre dois mafiosos sobre o fato de países tropicais serem atrasados por conta do calor.

Bem produzido, com suas imagens imponentes, trilha sonora segura e atuações impecáveis, destaque para Stellan Skarsgård e o alemão Bruno Ganz, o filme fez sucesso de público por onde passo e agradou a crítica, mas não sei dizer se gostei. Acho que ficou faltando algo e não foi o Sol. Mas certo colorido emotivo à narrativa.

* Este texto foi escrito ao som de: Hunting high and low (a-Há – 1985)

A-ha

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