Astros do cinema – Al Pacino

O ator, chamado pelo produtor de "anãozinho", em cena clássico de Godfather

O ator, chamado pelo produtor de “anãozinho”, em cena clássico de “Godfather”

Para Diane Keaton Al Pacino tem o nariz mais bonito do mundo e deve ter mesmo, porque além de ter trabalhado com ele na contundente trilogia de Francis Ford Coppola, O poderoso chefão (The Godfather), foi o homem com quem sonhou algum dia se casar. Talvez seja por isso que nunca usou aliança. “Cheguei a intimá-lo: ‘Casa comigo ou pelo menos leva em consideração essa possibilidade”, revelou a atriz em sua biografia. “Ele tem um nariz longo como um pepino e um jeito cinético de se mover”, declarou.

Bem, filho de pais ítalo-americanos, Al Pacino chegou a passar fome e dormir pelas ruas e praças de Nova York – sua cidade natal -, antes de se transformar em grande astro do cinema e dos palcos. A revelação foi o papel de Michael Corleone, num dos thrillers de máfia mais famosos do cinema. Azar do produtor Robert Evans, que não o achava à altura para o papel e chamava pelos corredores das filmagens de “aquele anãozinho”.

Um anão que virou um gigante nas telas. Mas é o teatro sua grande paixão. “Foi minha infância e minha educação na vida. Estou mais confortável ali do que fazendo filmes”, disse. As obras de Shakespeare são sua obsessão. Para mim sua marca registrada é a voz inconfundivelmente rouca.

Top five – Al PacinoSerpico

Serpico (1971) – Para mim é o grande papel do ator no cinema, com o ator defendendo o personagem com determinação canina e imersão camaleônica. Aqui ele é Frank Serpico, um policial que vira pernona non grata ao denunciar os casos de corrupção na corporação.

Dia de cão (Dog day afternoon, 1975) – Assim como Serpico, mais uma parceria visceral do ator com o cineasta Sidney, dessa vez vivendo um delinquente que assalta um banco em busca de dinheiro para operação de sexo do amante. Uma corrosiva crítica à espetacularização da notícia com Al Pacino segurando o filme do início ao fim. Detalhe, o personagem se chama Sonny, o mesmo apelido de infância do ator.

O poderoso chefão (The godfather, 1972) – Na essência trata-se de um filme de elenco, mas é o personagem Michael que segura a trama toda nas costas. Daí a audácia e coragem do diretor Francis Ford Coppola em acreditar num ator que fosse relativamente desconhecido. Nascia uma estrela.

Ricardo III – Um ensaio (Lookinf for Richard, 1996) – Um contundente exercício de metalinguagem teatral e cinematográfico com Al Pacino desempenhando três funções em cena. A de Diretor, narrador e personagem-título. A cena do astro zanzando pelas ruas em busca do vilão torto de Shakespeare é um sundae.

Dick Tracy (1990) – Mais uma prova do compromisso do ator com a profissão ao entregar de corpo e alma ao personagem, aqui numa caracterização impagável do vilão da trama Big Boy Caprice. Eis um resumo infalível para a definição de uma boa atuação.

* Este texto foi escrito ao som de: Grand prix (Teenage fanclub – 1995)

Grand Prix

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