Musas do cinema – Diane Keaton

O irresistível e independente charme de Diane Keaton, uma mulher bonita até com chapéu de apilcutor

O irresistível charme de Diane Keaton, uma mulher bonita até com chapéu de apicultor

Há um diálogo em Manhattan (1979), filme relicário de Woody Allen – talvez aquele eu mais goste do genial diretor -, que ajuda entender um pouco da figura extrovertida, divertida e independente que sempre foi Diane Keaton. É quando a atriz californiana, encarnando uma intelectual, discute sobre o “silêncio de deus” nos filmes Bergman. Existe coisa mais sofisticada e excitante do que isso numa mulher? Pois bem, para mim, Diane Keaton estará sempre associada a uma mulher moderna e sofisticada. E o seu feminismo estava longe dos chatíssimos discursos de representantes do segmento. Ela simplesmente representava a classe com o seu jeito de ser, vestir e comportar. O jeito Diane Keaton.

“Quero representar as mulheres da melhor forma possível”, chegou a comentar.

A mais velha de quatro irmãos, Diana Keaton fez artes dramáticas em sua cidade natal, Santa Ana, antes de estudar teatro pra valer em Nova Iorque. Na Broadway foi destaque no musical Hair (1968) sem precisar tirar uma peça de roupa. O reconhecimento mundialmente como atriz se deu nos filmes que realizou com Woody Allen, então seu namorado. “Ele foi grande parte da minha carreira e da minha vida”, confessou certa vez.

Mãe de duas filhas adotivas, Diane Keaton nunca se casou e nessa altura do campeonato, quase setentona, tal ideia é algo tão distante quanto o céu. “É preciso muito para você se casar com alguém”, desconversa toda vez que o assunto vem à tona.

Lindos olhos claros, sorriso magnético e carisma charmoso, a atriz lançou moda unissex nos anos 70 com seu jeito descolado de vestir, adotando figurino masculino, com direto a gravata e lenço no estilo Cary Grant. Woody Allen, quem entendia do assunto, é quem tinha razão. A atriz é bonita até com um chapéu de apicultor.

Top five – Diane KeatonAnnie Hall

Noivo neurótico, noiva nervosa (Annie Hall, 1977) – Uma escancarada declaração de amor de Woody Allen para Diane Keaton. Até porque não é todo dia que um cineasta presenteia a amada não apenas como a protagonista de um projeto de grande porte, como dá o nome da personagem a ele. Aqui ela é Annie Hall, uma cantora de clube insegura e indecisa em busca de um grande amor. Até Paul Simon deu uma de ator na tentativa de conseguir uma casca desse sundae. Inconscientemente aqui ela lançaria a moda unissex que seria sua marca.

Interiores (Interiors, 1978) – É Woody Allen tentando ser Bergman na melhor das intenções com a conturbada relação humana de três mulheres em crise no amor e com a vida. Diana Keaton é uma delas, na pele de uma escritora de sucesso sufocada por uma mãe perfeccionista. Drama psicológico da melhor qualidade.

Manhattan (1979) – E quem não resiste a uma mulher charmosa, intelectual e bonita. Diana Keaton é tudo isso e um pouco mais nessa declaração de amor do cineasta à cidade que é não a síntese de sua persona, mas de mulheres sofisticadas como a atriz.

Reds (1981) – Longe das asas protetoras de Woody Allen ela aqui protagoniza um drama autêntico na pele da jornalista boêmia Louise Bryant, então caso do jornalista comunista John Reed. A cena de amor lírica entre ela e Warren Beatty está entre as mais belas do cinema.

O poderoso chefão (The godfather, 1972) – A atriz num de seus primeiros papeis em grandes produções vivendo a esposa de Michael Corleone, Al Pacino, quem ela credita dono do nariz mais belo de todos.

* Este texto foi escrito ao som de: The Beatles (1962 – 1966)

Beatles

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3 comentários sobre “Musas do cinema – Diane Keaton

  1. Que coincidência, Lúcio! Ontem mesmo revi um show de interpretação dela em parceria com Jack Nicholson e, colaboração importante, Keanu Reeves (bem novinho) no delicioso – “Alguém tem que ceder” (Something’s Gotta Give), de Nanci Meyers. Pode não ser um cult, mas é uma delicia de ver o desempenho dos três.

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  2. LOUISE BRYANT: UMA JORNALISTA DIANTE DA REVOLUÇÃO

    Em “Seis meses vermelhos na Rússia”, a jornalista Louise Bryant narra os eventos que presenciou como uma das poucas observadoras estrangeiras. Suas reportagens, nunca traduzidas para o português, abordam temas como a Guarda Vermelha, os Tribunais Revolucionários e a luta das mulheres na revolução.

    https://bloglavrapalavra.wordpress.com/2015/10/23/duas-cenas-da-revolucao-russa-nas-memorias-da-jornalista-louise-bryant/

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