O que é que a Índia tem?

Os meninos do Kula Shaker, banda britânica que flertou com o som das

Os meninos do Kula Shaker, banda britânica que flertou com o som das “Índias”

Bom, além do Mahatma Gandhi, do Taj Mahal e do rio Ganges, quando me falam da Índia me vem à cabeça também o George Harrison, claro. Aliás, acho que só comecei a prestar atenção de verdade na Índia por causa da influência indiana nas músicas dos Beatles. Nowergian Wood (this bird has flown), por exemplo, é um mantra dentro da minha cabeça eternamente. E o final apoteótico da canção Hey Jude foi roubado de um mantra indiano, durante o retiro espiritual da banda entre 1967 e 1968.

Enfim, de Ravi Shankar, o guru musical dos roqueiros ao Led Zeppelin, todo mundo tirou uma casquinha da cultura musical indiana que, realmente, é marcante e tranquilizadora. Mas por que estou dizendo tudo isso mesmo? Ah, sim, lembrei, porque me dei conta que há anos flerto com uma gatinha que carrega no seu it essas vibrações orientais e cuja voz também é um mantra dentro do meu peito.

A lembrança foi motivada pelo Kula Shaker, banda britânica do auge do britpop que tem fortes influências de música indiana e que não para de tocar em minha, jukebox sentimental. Uma cortesia do meu amigo Pedro Brandt. E não era a única com essa proposta no movimento, como mostra os meninos do Cornershop, cujos integrantes são filhos de indianos que moram na Inglaterra.

Liderada por Crispian Mills, o Kula Shaker já demonstra sua influência oriental escancarada no nome, uma referência a uma das doze entidades do Vaishnavas, imperador hindu do século 11. Mas ao contrário do Cornershop, cujo som tem forte presença de instrumentos indianos, traz canções que mescla o som das “Índias” com uma pitada de psicodelismo, folk e guitarras distorcidas. Faixas como Start all over e Into the deep não saem da minha cabeça.

“Voe, irmão, voe! Você pode sentir o amor essa noite/Voe, irmão, voe! Eu espero que você encontre o seu jeito”, canta Mills no refrão pegajoso dessa última.

É isso aí pessoa, fica a dica.

* Este texto foi escrito ao som de: When I was born for the 7th time (Cornershop – 1997)

Cornershop

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