Musas do cinema – Anna Magnani

A bela e exótica atriz em cena clássica de "Mamma  Roma", de Pasolini

A bela e exótica atriz em cena clássica de “Mamma Roma”, de Pasolini

Não tem como passar despercebido diante do rosto marcante da atriz Anna Magnani (1907 – 1973) com seus fortes traços que misturava sangue egípcio, romeno e italiano. Musa do neorrealismo, movimento cinematográfico que denunciava filmando nas ruas a precariedade social da Itália pós-Segunda Guerra Mundial, a atriz era uma autêntica personagem sanguínea com seu estilo “gente como a gente”.

Criada na pobreza pela avó a atriz, que tinha fala acelerada, olheiras charmosas e sensualidade suculenta, se notabilizou tanto em papeis cômicos, quanto trágicos, trabalhando com grandes nomes do cinema mundial, de Luchino Visconti a Jean Renoir. De Sidney Lumet a Daniel Mann. Apesar de seu rosto brilhar nas telonas desde os anos 20, seu talento só começou a ser reconhecido depois que estrelou o drama, Roma, cidade aberta (Roma, cittá aperta, 1945), do mestre Robert Rossellini, de quem era amante e foi trocada pelo sundae escandinavo Ingrid Bergman.

Foi a primeira estrela do cinema estrangeiro a ser premiada com o Oscar, pela marcante atuação no drama, A rosa tatuada (The rose tatoo, 1955), cujo papel teria sido escrito especialmente para ela pelo dramaturgo Tennessee Williams. O último papel que fez no cinema foi em 1972 no docudrama Roma de Fellini (Roma, 1972) e seria emblemático. Porque nenhuma atriz do cinema italiano encarnou como ela o espírito da capital italiana.

A rosa tatuadaTop five – Anna Magnani

A rosa tatuada (The rose tatoo – 1955) – No filme ela faz a intensa e neurótica viúva siciliana Serafine Della Rose, uma mulher presa à memória do marido, mas que se apaixona pelo rude motorista de caminhão vivido por Burt Lancaster. Sua marcante atuação lhe rendeu o Oscar, o primeiro de uma atriz estrangeira em Hollywood.

Roma, cidade aberta (Roma, cittá aperta 1945) – A cena é uma das mais impactantes do cinema. Após o marido ser preso pelos nazistas, a esposa tenta acompanhar o caminhão e é cravejada pelas costas pelos carrascos. E assim, a atriz ganharia uma segunda vida no cinema.

Mamma Roma (1962) – Fábula urbana do cineasta Pier Paolo Pasolini sobre a pobreza italiana nos primeiros anos do pós-Segunda Guerra, ela aqui vive uma prostituta que precisa largar a profissão para conseguir a guarda do filho, um garoto mimado e como caráter distorcido.

Vidas em fuga (The fugitive kind, 1960) – Um dos dramas mais pungentes dirigido por Sidney Lumet, mostra a diva mais uma vez na pele de uma italiana radicada na América, aqui como a quente Lade Torrence, dona de um armarinho que trai o marido inválido pelo forasteiro “Snake”, Marlon Brando em desempenho formidável.

Nós, as mulheres (Siamo donne, 1953) – Daqueles tradicionais filmes de episódios italianos, aqui ela lembra o dia em que teve um arranca rabo homérico com um motorista de táxi por conta do tamanho do seu cachorro. “Não sei porque, mas se não tiver briga as pessoas não acham que é Anna Magnani”, comenta ela, denunciando, de brincadeira, seu temperamento explosivo.

* Este texto foi escrito ao som de: X (INXS – 1990)

INXS

 

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