Uma noite com a Suíte Super Luxo

Lucq Albano (dir.), o frontman da SSL, o melhor letrista da cena independente de Brasília...

Lucq Albano (dir.), o frontman da SSL, o melhor letrista da cena independente de BSB

E lá estava eu mais uma vez não numa Suíte Super Luxo, mas me deleitando ao som da Suíte Super Luxo, a banda mais sensacional da cena independente de Brasília E antes de tudo quero deixar registrado aqui que a SSL é Lucq Albano e vice-versa. E digo isso com todo o respeito que tenho pelos outros integrantes da banda. Ele, com aquele semblante de Lou Reed amargurado, é autor de letras marcantes e imagens pop originais. Quem der uma boa escutada no primeiro disco da trupe, El toro!, um dos melhores registros do rock nacional de todos os tempos, vai entender o que estou dizendo.

Essa apresentação da última quinta-feira, no Velvet Pub, dentro do projeto Palco Independente, teve um “Q” especial com a apresentação de música nova, o single, Interdimensional 5 x 4, que traz aquelas deliciosas e sutis referências hi fi que o Lucq gosta de criar. “Zerou/Let’s go/Acho que sonhei ou ela que falou/Que agora é que tá ficando astral/Deixa a leveza se espalhar geral/Mas eu não vejo nada interdimensional/Nem pulsão/Nem noção”, diz a primeira parte do refrão. “Seus clichês não servem para mim”, é a melhor frase da canção.

Uma pena que as apresentações da Suíte Super Luxo na casa sejam tão rápidas. Sim, porque eu passaria a noite toda ouvindo os caras sem me dar conta do tempo, me satisfazendo com as clássicas músicas do cult álbum, El toro! Contudo, foi gostoso de acompanhar a euforia do empolgado público fiel que a banda tem, o êxtase da confraternização sonora.

SSL 4 E a grande surpresa para mim foi a performance da segunda atração da noite, a banda punk Rebel Shot Party, que tem um baterista que é animal. Com pegada furiosa, Marcelo Melo é um destaque à parte, com suas enormes tatuagens tribais espalhadas pelo corpo e estilo demolidor com as baquetas nas mãos. Para mim ele é o John Bonham do punk de Brasília.

O som da banda é alta, cru e direto, mas mesmo assim o baterista consegue sobrepor a forte marcação do baixo de Bianca Martim e os riffs da guitarra de André Morale. Eu estava vendo a hora dele quebrar as baquetas bem ali, na minha frente. O que seria pura atitude rock, punk, Rebel Shot Party.

* Este texto foi escrito ao som de: Interdimensional 5×4 (single) (Suíte Super Luxo – 2015)

Suíte Super Luxo 3

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