Os três mosqueteiros (1973)

Uma divertida aventura de capa e espada no melhor estilo Beatles...

Uma divertida aventura de capa e espada no melhor estilo Beatles…

Essa versão de Os três mosqueteiros marcou minha infância. Não sei quantas vezes a vi na “Sessão da tarde”. Acho que umas 10, sem exagero. E no entanto, até hoje, não encontrei ninguém que tenha visto o filme. E quer saber? Azar de quem não viu, porque revi a fita outro dia e quase tive um treco de emoção. E por um motivo muito simples, por conta da irreverência com que o diretor Richard Lester retratou a clássica história de Alexandre Dumas. E o humor que permeia a trama encontra conexão com os filmes dos Beatles que ele dirigiu nos anos 60: A hard day’s night e Help! Está lá para quem quiser ver. Os três mosqueteiros de Richard Lester são os Beatles e vice-versa. Talvez porque a ideia original, num rompante de utopia do diretor, era de transformar os quatro ex-beatle nos personagens títulos.

Na trama, Michael York é D’ Artagnan, o jovem filho de um ex-capitão da guarda dos Mosqueteiros que sonha um dia seguir a carreira do pai. Um dia, ele monta em seu alazão amarelado e parte rumo Fontainebleau, onde se encontra a escola dos cadetes da guarda francesa. Pelo caminho, arruma uma série de confusões e esbarra com os eternos amigos de luta e farra, Athos, Porthos e Aramis. Eles são os três mosqueteiros, que agora viraram quatro. Juntos, terão que enfrentar a ganância desenfreada do Cardeal Richelieu, que faz uso de sua influência para urdir tramas palacianas em favor de seus interesses.

Os três mosqueteiros - 1973A cena inicial que mostra D’Artagnan treinando, furiosamente, com o pai, contrasta com o ritmo divertido da história, na qual traz os nossos heróis metidos em encrencas hilárias. Na sequência, eles estreitam suas relações quando marcam duelos entre sim no mesmo horário, lugar e dia. “Se devo morrer, que seja pelas mãos de um mosqueteiros”, diz o orgulhoso e destemido D’ Artagnan.

Ora bobalhões, outrora fanfarrões, o tempo todo os três mosqueteiros são desnudados em suas fragilidades e vícios. Athos (Oliver Reed) é o bêbado valente, Aramis (Richard Chamberlain) o vaidoso irresponsável, Porthos (Frank Finlay), o bonachão hilário. Com sua ingenuidade destemida, D’Artagnan completa a trupe. A classuda Faye Dunaway faz a ardilosa Milady.

O elenco do filme é formado por grandes notáveis do cinema, a começar pelo vilão, Charlton Heston, em atuação sóbria e impecável na pele do sinistro cardeal Richelieu. Geraldine Chaplin, filha do mestre, faz a rainha louca de amor por um nobre inglês vivido por Simon Ward.

Na essência, uma divertida aventura de capa e espada que não ficou aquém da obra escrita por Alexandre Dumas em 1844 e que teve infinitas adaptações para o cinema. Uma ótima com Gene Kelly e Lana Turner em 1948, com Vincent Price encarnando o religioso vilão, mas sem dúvida essa de Richard Lester é a melhor, pelo menos para mim. E o filme fez tanto sucesso que eles fizeram um sequência logo no ano seguinte intitulada, A vingança de Milady (1974). Touché!

* Este texto foi escrito ao som de: Muito mais que o amor (Vanguart – 2013)

Vanguart

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