Meu top five dos Beatles

Entre as faixas do fab four do meu top five: Strawberry Fields Forever...

Entre as faixas do fab four do meu top five: Strawberry Fields Forever…

Uma matéria da prestigiada revista inglesa NME revelou as dez músicas mais importantes dos Beatles de todos os tempos, segundo votação que contou com celebridades da música como o guitarrista Pete Townshend (The Who) e o produtor George Martin. Músicos como o ex-líder do Oasis, Noel Gallagher, Johnny Marr (ex-guitarrista dos Smiths) entre outros, também participaram da brincadeira.

Pois bem, no top, a nostálgica e proustiana, Strawberry Fields forever. Isso não tem a menor importância, mas segue abaixo a minha lista não com dez, mas apenas cinco canções do fab four que fizeram a minha cabeça e que, seguramente, eu a encapsulava para manda para Marte, Lua, uma ilha deserta, enfim, seja aonde for.

Top Five – Fab Four

Hey Jude (1968) – Foi quando tudo começou. Ou seja, a primeira canção dos Beatles que ouvi e minha vida nunca mais foi a mesma. De melodia tocante, pegajosa, a música foi escrita por Paul McCartney em homenagem a Julian Lennon, a quem ele percebia ser negligenciado pelo pai John. A princípio se chamaria Jules e o final envolvente é uma referência aos mantras cantados pelos hindus durante o retiro espiritual da banda. Nowergian Wood

Nowergian Wood (This bird has flown) – (1965) – Daquelas letras confessionais e sensoriais de John Lennon tristonhas cheias de mensagens cifradas. O som misterioso da cítara tocada por George Harrison é condizente com o sentimento de perda e melancolia da letra que narra fuga amorosa de um homem já comprometido. Um doce para quem adivinhar quem é o sujeito em questão…

Strawberry fields forever (1967) – Sem dúvida uma das melhores letras de John Lennon que consegue sintetizar o sentimento de nostalgia de forma tão simples e direta. A referência aqui, claro, é Proust, personificado nas passagens e recordações da infância do ex-beatle. O clipe que o fab four fez para época, evidenciando os rostos dos integrantes chapadões é antológico. Pegando carona na ideia, Paul McCartney escreveria na mesma linha a gostosa Penny Lane…

Here comes the Sun (1969) – O lado singelo e idílico do beatle quieto George Harrison expressado aqui numa canção que é pura simplicidade e ternura. Não me recordo de nenhuma outra canção sobre o Sol mais bela do que essa…

Let it Be (1970) – A referência a “Mother Mary” da letra fez muita gente pensar na época que era uma alusão mãe de Jesus, talvez pelo arranjo meio sacro da canção, mas na verdade era uma alusão saudosista de Paul McCartney à mãe, que morreu de câncer quando ele era ainda uma adolescente. Os Beatles saem de cena com a cabeça erguida…

* Este texto foi escrito ao som de: Todas as faixas citadas (The Beatles – 1965 a 1970) Hey Jude    

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