Astros do cinema – Charlton Heston

Talvez o ator seja um dos heróis mais carismáticos, consistentes e duradouros de Hollywood...

Talvez o ator seja um dos heróis mais carismáticos e duradouros de Hollywood…

Quando avisaram ao ator Burt Lancaster que ele teria que usar aqueles saiotes romanos para fazer o personagem do épico Ben-Hur, ele quase teve um treco. Não sapateou como uma bailarina espanhola, mas desistiu do papel e foi embora pisando duro. Já Charlton Heston, que demonstrava ter muito mais virilidade do que Lancaster, não se importou com tal detalhe estético e entrou em cena esbanjando charme. Detalhe, Charlton Heston não deixou de ser menos homem por causa disso. Pelo contrário.

Daqueles astros do cinema com cara e jeito realmente de homem, o ator, na maioria das vezes, encarnou personagens acima do bem e do mal, sempre atuante no movimento dos direitos civis, contra o racismo e a Guerra do Vietnã, uma condição profissional que se confundia com sua vida real. E nem mesmo a imagem de conservador insensível e truculento pintada equivocadamente pelo boboca Michael Moore, no documentário, Tiros em Columbine, arranhou a reputação de um dos mais consistentes e duradouros heróis de Hollywood.

Nascido John Charles Carter, em 1923, no estado de Illinois, o ator roubou o sobrenome do padrasto Chester Heston, depois que a mãe se separou do pai quando ele tinha dez anos. Ao ter contato pela primeira vez com as artes dramáticas, de repente viu que ser ator poderia ser um bom caminho profissional. Certeza solidificada com uma bolsa na universidade.

Após retornar da 2ª Guerra Mundial como sargento, onde serviu no Exército na função de operador de rádio de bombardeios B-25, nas ilhas Aleutas, iniciou a carreira de ator profissional no teatro atuando em papéis históricos como Macbeth e Marco Antônio. Mal sabia ele que essa experiência na pele de personagens épicos o consagraria nas telonas para sempre.

Charlton Heston 8Top Five – Charlton Heston

Ben-Hur  (1959) – Aqui ele é o aristocrata Judah Ben-Hur, um homem fiel aos seus princípios morais e religiosos contra o império romano. Impecável no papel-título, Charlton Heston nos brinda com uma das cenas antológicas do cinema, a da famosa corrida de bigas.

A marca da maldade (1958) – Charlton Heston só topou fazer o papel de um agente do narcotráfico mexicano porque era um filme dirigido por Orson Welles, a lenda. E todos saíram ganhando: Orson Welles, Charlton Heston e o público, claro. E o ator não está a cara do Chico Diaz aqui?

O planeta dos macacos (1968) – A cena do ator ajoelhados diante de uma Estátua da Liberdade enferrujada e soterrada pelo caos é antológica. Soberbo, Heston encarna na fita o másculo explorador George Taylor, um homem que se julga superior a todas as raças, até se deparar com a sua origem.

O maior espetáculo da Terra (1952) – Charlton aqui é Brad, um homem do circo que tem serragens nas veias e o espírito da aventura circense no coração. Empreendedor nato, ele luta a todo custo para manter o maior espetáculo da terra em atividade. A grandiloquência desse filme do mestre Cecil B. DeMille só é completa com a presença do ator.

Da Terra nascem os homens (1958) – Na pele de um caubói rude, Charlton Heston se revelou de fato que é um grande ator ao roubar a cena, várias vezes, do protagonista Gregory Peck, mesmo com um papel, aparentemente, antipático. No final, todos estão com ele.

* Este texto foi escrito ao som de: “A” e o “Z” (Mutantes – 1973/1992)

A e o Z

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