Musas do cinema – Elizabeth Taylor

Me apaixonei pela atriz de olhos marcantes quando a vi nessa cena de Cleópatra

Me apaixonei pela atriz de olhos marcantes quando a vi nessa cena de Cleópatra

É famosa a história de um editor de jornal aqui no Brasil que, tão encantado pela beleza dos olhos de Elizabeth Taylor, mandou que o repórter descobrisse com oftalmologistas o segredo da cor do olhar da diva morta em março de 2011. Também pudera porque os olhos da atriz ofuscavam o brilho das telas de cinema… E eu ainda sou encantado por aquela pele alva e leitosa dela, suculenta como um sundae. Bem, se a história do editor é verdadeira eu não sei, mas que não deixa de ser divertida isso é.

Eterna rainha do Egito de Hollywood que começou a carreira contracenando com a cadela Lassie, na época uma celebridade, Liz Taylor – como era chamada pelos amigos íntimos – foi, de fato, uma das estrelas mais cintilantes do universo do cinema. Nascida em Londres, deixou o país natal com os pais norte-americanos em 1939, após o início da 2ª Guerra Mundial. Descoberta aos dez anos de idade, não parou mais de atuar.

O auge da carreira foi em 1963, quando entraria para história como a primeira atriz do cinema a alcançar a cifra de US$ 1 milhão de dólares como salário ao interpretar a inesquecível personagem Cleópatra. Ganhadora de dois Oscars por Disque Butterfield 8 (1960) e Quem tem medo de Virginia Woofl? (1966), colecionava nos bastidores tórridos amores numa lista de sete casamentos, destaque para o ator Richard Burton.

Amiga inseparável de astros gays como James Dean, Rock Hudson e Montgomery Clift, foi pioneira na realização de campanhas filantrópicas contra a AIDS e responsável por coroar o astro Michael Jackson como o “Rei do Pop” após uma declaração em 1989. E quem não queria ter uma madrinha como a diva Elizabeth Taylor?

GataTop Five – Liz Taylor

Cleópatra (1963) – A cena em que Liz Taylor, na pele de Cleópatra, chega a Roma é de uma imponência sem igual e uma das mais belas do cinema. Fiquei apaixonado por ela ali que nem me deu pelota, porque caiu de amores pelo astro Richard Burton.

Gata em teto de zinco quente (1958) – Tennessee Williams foi o dramaturgo que desnudou a sexualidade reprimida em suas histórias e nenhuma outra atriz poderia viver a deliciosa e arisca gata Maggie, nesse clássico drama de Hollywood. No filme Paul Newman era um marido alcoólatra que despreza a esposa por uma paixão gay. Como é que pode?!

Quem tem medo de Virginia Woolf? (1966) – Se alguém ainda tinha dúvidas de que Liz Taylor era uma grande atriz, elas se dissiparam aqui. Estreia de Mike Nichols nas telonas, o filme traz uma noite inteira de ruidosos diálogos entre um casal em crise. Seria puro tédio, se não fosse interpretados pela dupla Liz e Richard Burton, no auge da maturidade como atores. Dizem às más línguas que os atritos do casal em casa serviram de laboratório para a ficção.

Um lugar ao sol (1951) – Primeiro trabalho da atriz com o diretor George Stevens, aqui ela é Angela Vickers, uma rica, bela e sofisticada jovem que se apaixona pelo ambicioso George, que vê seus planos de ascensão social frustrado com a gravidez indesejada de uma operária com quem teve um rápido caso. O desfecho dessa trama baseada no livro de Theodore Dreiser serviu de prisma para muita novela das 8 da Globo, pode apostar.

Assim caminha a humanidade (1956) – Contracenando com dois astros em ascensão, James Dean e Rock Hudson, Liz Taylor está mais linda do que nunca nesse épico sobre ambição, poder, paixões e ódio.

* Este texto foi escrito ao som de: Imitation of life (R.E.M. – 2001)

Imitation of life

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