Musas do cinema – Audrey Hepburn

A atriz belga era uma espécie de deusa romântica com sua beleza etérea e clássica

A atriz era uma espécie de deusa romântica com sua beleza  clássica

Audrey Hepburn, tomando seu café da manhã em frente à elegante loja Tiffany, na 57th street, em Nova York, com aquela beleza etérea, ingênua e clássica, depois de uma noite daquelas, sem dúvida, é uma das coisas mais sensuais, exuberantes e quentes que o cinema já produziu. Cortesia, veja só você, de quem não entendia muito bem do assunto, o jornalista e escritor Truman Capote, quem escreveu o conto que deu origem ao clássico filme Bonequinha de luxo, filmado em 1961 por Blake Edwards.

Uma das atrizes mais belas e charmosas de todos os tempos, Audrey Hepburn materializava nas telas, por meio de seus papéis, a mulher ideal para mim na vida real: elegante, doce e delicada. E delicadeza para mim numa mulher é tudo, ou seja, a essência do estilo feminino e conheço uma garota, dona de um sorriso mágico, que tem essa sutileza na alma que me deixa, assim, com lágrimas nos olhos e na voz quando a vejo ou ela fala comigo. “Não tenho ‘sex appeal’ e sei disso”. desconversou ela certa vez, imagina.

Mas enfim, uma das grandes deusas românticas das telonas, Audrey, filha de uma baronesa holandesa descendente de reis ingleses e franceses com um banqueiro britânico milionário, por ironia do destino, era infeliz no amor. Isso mesmo, curioso, mas uma das mulheres mais desejadas de todos os tempos, com aquela cinturinha deliciosa e traços singelos, sofria de carência afetiva crônica.

O primeiro marido, o ator Mel Ferrer, enciumado e ofuscado pelo sucesso da atriz em Hollywood, à despachou em 1968. O segundo, o aristocrata e neuropsiquiatra italiano Andrea Dotti, nove anos mais novo do que ela, preferiu lançar seu charme de latin lover com outras mulheres, enquanto aquela sereia da elegância e delicadeza padecia sozinha em sua cama todas às noites. “Nasci com uma enorme necessidade de receber afeto e uma terrível necessidade de dá-lo”, dizia a atriz.

Putz, e eu aqui dando sopa…

Top Five – Audrey HepburnSabrina

Bonequinha de luxo (1961) – Delicadeza é isso, ou seja, um dos maiores sex symbols do cinema atravessar uma trama inteira como uma prostituta e ninguém nem se dar conta. E o mérito é todo de Audrey Hepburn, com sua sutileza etérea. Inesquecível a cena em que ela, depois do banho, canta uma canção dedilhando o violão, com seus delgados e sensuais dedos.

Sabrina (1954) – Genial, o diretor Billy Wilder cria aqui um conto de fadas às avessas moderno em que a meiga Audrey é a filha de uma motorista de família rica que se apaixona pelo filho do patrão. Para mim, o filme já vale só por esse diálogo cheio de charme: “Como é que se diz em francês: ‘eu estou olhando para o que eu quero’”, diz o personagem de Humphrey Bogart, cheio de desejo, ao saber da intimidade da musa com a língua de Voltaire.

Uma cruz à beira do abismo (1959) – Uma delícia como freira, a atriz aqui encarna uma religiosa belga entre a cruz de deus e a espada do pecado, quando se confronta com um atraente médico durante trabalho humanitário no Congo.

A princesa e o plebeu (1954) – Entediada com sua condição de princesa, Audrey decide descobrir o que a vida lhe reserva ao andar pelas ruas de Roma. O choque de realidade afetivo se dá quando ela conhece um charmoso repórter norte-americano que a princípio só está interessado num furo. Antes de realizar épicos grandiloquentes como Ben-Hur, o diretor William Wyler realizou obras sutis como essa, rendendo um Oscar de Melhor atriz à diva.

My fair Lady (1964) – Comédia musical baseada em texto clássico de Bernard Shaw, O Pigmaleão, o filme conta a história de uma mendiga vendedora de flores que, da noite para o dia, se transforma numa dama da alta sociedade. Audrey Hepburn surpreende em atuação cheia de nuances dramática e cômica. Quanto a saber cantar…

* Este texto foi escrito ao som de: Parachutes (Coldplay – 2000)

Parachutes

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