Os pinguins de Madagascar

O cartaz do spin-off da grife Madagascar só é legal no cartaz...

O cartaz do spin-off da grife Madagascar só é legal no cartaz…

Que conste dos autos: eu não suporto filme em 3D! Para mim essa “inovação” do cinema é a maior cascata que inventaram para pegar dinheiro de espectador bobo. Gente como eu, que outro dia foi ver Os pinguins de Madagascar com a sobrinha, aproveitando ainda o que resta das férias. E vou falar uma coisa para vocês. Que filme ruim, viu. Um dos piores do gênero dessa temporada viu.

Um extrato da franquia Madagascar, aproveitando os personagens que também têm uma série no canal Nicklodeon, a fita gira em torno de quatro irmãos de pinguins – um deles adotado -, que se desgarra de um bando da espécie e vão parar em Nova York. Lá são atrações do principal zoológico da cidade, mas isso nós só vamos saber bem mais para frente da trama, em flashbacks amargos do vilão vivido por um polvo gosmento chamado Octavius Brine. Ele se sente ressentido por ter perdido o lugar de atenção no zoo, com a chegada do quarteto de pinguins, e agora quer vingança.

Madagascar 3Quando a coisa parece ficar feia para o lado das aves do ártico, eis que entra em ação a equipe Vento do Norte, uma tropa de elite recrutada para salvar os animais indefesos na natureza ou em enrascadas em grandes metrópoles. Mas apesar de forte aparato tecnológico, os quatros integrantes de força tarefa do bem são surpreendidos pelo estilo safo e muito das vezes atrapalhado de seus protegidos.

Bom, nem um pouco carismático e notadamente preguiçoso, Os pinguins de Madagascar sofre de outro problema sério em produções do gênero. Não tem um núcleo narrativo coeso e interessante, a ponto de fazer do espectador que não estar lá muito empolgado com o que está vendo, dormir. Eu mesmo dei vários cochilos entre uma cena e outra. Pior do pagar caro para ver filmes em 3D, é pagar para ver filme em 3D ruim. Alguns diálogos da aventura chegam ser patéticos, de tão surrealistas.

“Sinto muito, filho! Todos os anos nós perdemos alguns anos. É a natureza!”, diz um dos personagens, logo no início da história.

Do mesmo criador de Os Croods (que é muito bom) e Como treinar seu dragão, a animação, que contou no original, entre os dubladores o estilo ator John Malkovich, traz um cartaz ótimo e bem sacado, com os pinguins protagonistas se misturando e confundido com as listras em preto e branco da cela de uma prisão. No filme mesmo tem uma sequência hilária, em que os bichanos fazem piadas com suas cores se camuflando numa faixa de pedestre quando estão em fuga. Mas é o único raro momento de lucidez criativa da fita. De resto, o cartaz parece ser bem melhor do que o filme em si.

Quero meu dinheiro de volta!

* Este texto foi escrito ao som de: Stop me if you think you’ve heard this one before… (Rouch trade – 2003)

25 Rouch Trade

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