Noel Gallagher’s back

Canções do novo disco solo do artista começam a vazar na internet

Canções do novo disco solo do artista britânico começam a vazar na internet

Então, pode torcer o nariz e fazer pose de desdém, eu não ligo, não dou a mínima para você, seu porcaria, mas o fato é que Noel Gallagher, líder da melhor banda de rock dos anos 90, o Oasis, está de volta com novo trabalho na praça. O segundo álbum da carreira solo do artista britânico intitulado Chasing yesterday só será lançado, oficialmente, em março de 2015, mas algumas faixas do disco já estão dando sopa por aí na internet.

Ok, eu confesso que não fiquei muito empolgado com o que ouvi de In the heat of the moment , Lock all the doors e Do the damage, mas e daí se é apenas uma primeira audição, man! e todos nós sabemos que tudo fica melhor no pacote final. E quer saber? Foi o suficiente para eu voltar no túnel do tempo e me lembrar do tempo em que era bom ser fã adolescente do Oasis.

Deliciosamente infantil e pedante como sempre, Noel revelou que uma das faixas trata-se, nada menos do que canção engavetada há mais de 20 anos, ainda do tempo em que era líder do Oasis e cujo refrão, de tão brilhante, ele não conseguiu se desvencilhar. E é bom saber disso porque hits como Champagne Supernova e All around the around surgiram desse enigma criativo, o que me fez lembrar aquela pintura de Dalí em que o corpo humano é uma grande cômoda com gavetas cheias de surpresas formidáveis.

Assim, num dia de sol mágico ele tiraria dali (Dalí) uma canção espetacular surpreendendo os fãs. “Há uma música neste álbum que eu demorei 23 anos para terminar. Se chama Lock all the doors.  Eu dei parte dela aos Chemical Brothers nos anos 1990 quando nós fizemos Setting Sun  e eu sempre tive intenção de finalizá-la”, confidenciou recente o artista nas redes sociais.Noel Gallagher

Enfim, se os quatros meninos de Liverpool foram responsáveis por me fazer o homem-música, o homem-cultura, o homem-arte, o homem-sonho que sou hoje, me levando para caminhos fascinantes e surrealistas do entretenimento, o Oasis dos irmãos Gallagher, foi a banda que me fez ter vontade de ter uma banda e, de repente, lá estava eu e um primo meu tentando tirar algumas canções do clássico (What’s story ) Morning glory?

Tudo bem que o Mário Lago disse certa vez que ser saudosista é cuspir quadrado, mas não me importo nem um pouco com isso, com todo o respeito que tenho pelo boêmio carioca, porque, tenho sim, saudade, do tempo em que era fã do Oasis. Muita saudade. Era quando, motivado pela arrogância de papelão dos Gallagher, eu me sentia mais confiante, mais seguro, com mais coragem para enfrentar os fatos medíocres da vida. E rock é isso, meu caro, um pouco de atitude e arrogância. Juventude transviada e eu que não tenho vocação para James Dean.

Bem, quando ouço uma canção do Oasis estufo o peito e empino o nariz, me sinto blindado com relação às mediocridades da vida. Sei lá, é como que, atingido por um sentimento hooligan, passo a ter vontade de esmagar qualquer um que passasse pela minha frente, como se eu sentisse que existisse um deus da carnificina dentro de mim.

Outro dia mesmo, fazendo caminhada ao som de Definitely maybe, o primeiro disco deles, me senti dentro de uma bolha invisível em que nada me atingisse. Ouvir Oasis é me sentir invencível.

* Este texto foi escrito ao som de: Definitely maybe (Oasis – 1991)
Definitely maybe

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