Porque não voto mais no PT

No domingo, quando eu ver a cara desses três camaradas na urna, vai ser voto nulo

No domingo, quando eu ver a cara desses três camaradas na urna, vai ser voto nulo

No próximo domingo mais uma vez vamos às urnas decidi o futuro do Brasil, o nosso futuro, o futuro de nossas crianças e que seja para melhor porque o presente está uma merda. Eu mesmo ando tão desacreditado com tudo, com o país, com os políticos, comigo mesmo que acho que não vou votar em ninguém. Isso mesmo e não me venha com aquele clichê vagabundo de que “o voto é única arma que temos para mudar a situação”. Balela. Para quê se não resolve nada, se tudo fica pior do que já está, muda de governo, de situação, de partido e fica tudo a mesma coisa, sempre o mais do mesmo. Agora eu entendo o que o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa, autor do clássico O leopardo, quis dizer quando escreveu:

“Algo deve mudar para que tudo continue como está”.

E quer saber? Estou cansado dessa corja de petistas no poder. O pior é que o plano B, C e D é tão ruim quanto o A, meu chapa. Não tem para onde correr. Mas no PT, com o Lula ou sem o Lula eu não voto mais. E posso dizer isso de boca cheia porque senti na pele a incompetência do partido, o sistema de máfia ralé com o qual eles administram. Durante um ano trabalhei no governo do GDF e, nos bastidores, pude conferir o esquema de pelegos que impera no partido. Lá, como numa fábula do ridículo os chefões faziam vista grossa diante de um gestor banana incompetente que dava trela para uma ouvidora inútil, uma assessora jurídica possuída, um protegido disléxico e servidores omissos.

A ouvidora ia trabalhar um dia sim e outro não, e no dia sim, fazia caixa 2 para o seu próprio bolso vendendo produtos da Mary kay nos corredores do órgão. O gestor, um pateta ululante com cara de jereba, adorava abrir as reuniões com a sutil metáfora da caca de morcego, algo que até hoje, do alto da minha estultice, não consegui decifrar o que é. Talvez fosse algo sobre ele mesmo. Já a advogada, que parecia ter o diabo do filme exorcista no corpo, enfim, a verdadeira encanação do mal, urdia tramas e mais tramas para derrubar e atrapalhar quem queria trabalhar.

Mas o personagem mais formidável desse castelo patusco, era o Chico, o dublê de cozinheiro que ia ao órgão só no dia do pagamento, quando fazia uma senhora refeição para os pelegos da casa que só queriam saber de mamar os CNEs sem fazer nada. Chicão era um artista.

Não voto em Brasília. Mas se votasse, meu voto seria para o Rodrigo Rollemberg que, dos males, é o menor. E faria campanha para tirar o Agnelo do poder nem que fosse a bala de cacau, para mim, o mais ridículo dos governadores que já vi passar pelo Distrito Federal. Mais do que o Joaquim Roriz, que é uma caricatura do ridículo, um personagem de si mesmo.

No domingo, quando eu for registrar meu voto, vou me lembrar de tudo isso e ter o maior prazer em anular todos os meus votos.

* Este texto foi escrito ao som de: Roberto Carlos (1975)

Roberto Carlos - 1975

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