O drama da Patrícia Poeta

Jornalista deixará bancada do JN depois de três anos, motivo da saída é polêmico...

Jornalista deixará bancada do JN depois de três anos, motivo da saída é polêmico…

Não sei por que tanto drama e polêmica em torno da saída da Patrícia Poeta da bancada do Jornal Nacional. Simplesmente as pessoas vêem e vão. Outro dia mesmo estava tentando me concentrar, escrevendo um texto, e estava aquele zum zum em torno de mim numa discussão boba sobre quem era melhor ou quem as pessoas preferiam, a Patrícia Poeta ou a Renata Vasconcellos, que vai substituí-la na bancada do espaço jornalístico (ainda) de maior prestígio da televisão brasileira, em novembro. Como achei que se tratava de uma discussão menor, nem dei pelota, mas me deu vontade de dizer que não escolheria nenhuma das duas. Quer saber? Prefiro a Lilian Tahan, da Veja Brasília, que além de linda, educada, charmosa e inteligente, é uma fofa de pessoa. Jornalista que não é arrogante na mídia é espécie rara.

Mas enfim, o que aconteceu com a Patrícia Poeta? Musa do escritor Luís Fernando Veríssimo, a ex-âncora do JN deixa o espaço ao lado de William Bonner, depois de três anos, substituindo a Fátima Bernardes. Casada com Amauri Soares, um diretor forte da Globo, ela não tem muito o que se preocupar. Não que a gaúcha esbelta não tenha talento para seguir sua trajetória sozinha, mas é sempre bom tem um marido poderoso como guarda costas.

Muitas teorias foram tecidas nas redes sociais explicando o impasse, todas patéticas e JNinfantis. Dizem às más línguas que o motivo tem a ver com o dedo em riste para a presidente Dilma Rousseff, durante uma entrevista realizada em 18 de agosto. A presidente não teria levado o desafora para casa, não aceitou a humilhação diante de milhões de espectadores e pediu a cabeça da jornalista. Será?

Outros dizem que é por conta da baixa audiência depois que ela começou a fazer parte da bancada do JN. Segundo o Ibope, quando a Patrícia Poeta chegou ao horário nobre da Globo, o jornal marcava 30 %, em 2011, caindo 1/3 quando saiu. Vai saber porque, já que, até que ponto a presença de um âncora x ou y influência na audiência de um jornal. Para mim não fazia a menor diferença se fosse a Patrícia Poeta ou a Fátima Bernardes. Na boa, sou do tempo do Cid Moreira e o Sérgio Chapelin, que eram os melhores.

A irmã de Patrícia, a também jornalista e gata Paloma Poeta – repórter da Band Rio Grande do Sul -, manifestou no facebook opinião sobre o caso, defendendo a integrante famosa da família. “Quando se muda a ordem das coisas, logo vêm as teorias, perguntas de o que deu errado, quem brigou, obrigou, desistiu. Quando, na verdade, a história é uma só: gente que quer viver feliz a vida toda, sem esperar”, declarou.

No site do Jornal Nacional, Patrícia Poeta se despediu de forma profissional.Foi um período em que eu pude desenvolver alguns dos trabalhos jornalísticos mais importantes da minha carreira. A Copa do Mundo e as eleições presidenciais, claro, que já estavam previstas. Mas também coberturas imprevistas, como a renúncia de Bento XVI, por exemplo”, escreveu. “Em novembro, então, eu vou deixar o Jornal Nacional para desenvolver o projeto de um trabalho novo, voltado para a área de entretenimento”, explicou.

* Este texto foi escrito ao som de: T-Rex (1970)

T-Rex

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