Frozen (2013)

A Disney ainda faz as melhores animações em Hollywood

Diga o que quiser, mas a Disney ainda faz as melhores animações em Hollywood

Obsoleto ou não, decadente ou não, eu ainda continuo achando os desenhos dos estúdios Walt Disney os melhores realizados em Hollywood. Quer dizer. Não sei se melhores, mas pelo menos os mais marcantes em minha vida. Em minha vida e das minhas duas sobrinhas, que são a minha vida. E particularmente gosto dos clássicos: Branca de neve (1937), Pinóquio (1940), Bambi (1942), A dama e o vagabundo (1955) e por aí vai. Elas também. Mas daí, outro dia, fomos pego de surpresa com o recente Frozen (2013).  Até porque, nós três não esperávamos que a fita fosse nos encantar, emocionar do jeito que encantou e emocionou e, parafraseando o clássico personagem de Ariano Suassuna, “não sei, só sei que foi assim”.

Sutilmente baseado no clássico conto, A rainha da neve, de Hans Christian Anderson, o filme, vencedor do Oscar de Melhor Animação, conta a história das irmãs Elsa e Anna.  A primeira, problemática, apresenta poderes mágicos que ela não consegue controlar e, por isso mesmo, os pais a afasta do convívio social da corte e da plebe com o intuito de proteger a todos. Se sentindo rejeitada, negligenciada e solitária pelos seus súditos e familiares, ela passa a desenvolver persona dúbia que a faz perambular, de forma enigmática, entre o bem e o mal.

Já Anna, a princesa mais nova, é mais descolada e, por isso mesmo, carente dos afetos da irmã mais velha, que mora em Frozen-077suas recordações por conta das brincadeiras que as duas realizavam juntas, bastante unidas, na idade da inocência. “Se você quer brincar na neve…”, é frase de uma singela canção que norteia essa parte do filme que não sai da nossa cabeça quando ouvida pela primeira vez.

A partir desse imbróglio entre as duas irmãs, pessoas tão próximas afetivamente, se constrói uma narrativa emocionante onde a busca pelo amor verdadeiro é a grande jornada dos personagens dessa história aparentemente simples. “Amor é colocar as necessidades de alguém acima das suas”, diz o boneco Olaf que, segundo minha afilhada, é a cara do Lulu Santos.

Acho sutil e inteligente, no filme, algumas elipses da trama, quando se mostra, por exemplo, a questão da morte dos pais, na sequência em que os súditos simplesmente cobrem um quadro do casal real com pano negro, privando o público de sentimentalismos bobocas. Outra mensagem da fita emblemática está na metáfora velada dos poderes mágicos da menina que, transpostos para realidade, podem ser encarados como doenças urbanas como antissocialismo, autismo e outras psicose mais.

* Este texto foi escrito ao som de: Roberto Carlos (1973)

Roberto 73

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