Zathura – Uma aventura espacial (2005)

Danny e Walter são dois irmãos brigões que mudam de comportamento com a chegada de um astronauta

Danny e Walter são dois irmãos brigões que mudam de posição com a chegada de um astronauta

Para quem me conhece sabe que os meus fins de semanas são dedicados, exclusivamente, às minhas duas sobrinhas, as princesas do meu castelo. É quando saímos para tomar sorvete escondido dos pais e da vovó, soltamos pipas, fazemos travessuras no pula-pula dos shoppings ou simplesmente assistimos filmes como o divertido Zathura – Uma aventura espacial, atração fácil na tevê a cabo em que eu e as duas gurias já assistimos zilhões de vezes.

Não foi diferente este fim de semana e me dei conta de que o diretor é ninguém menos do que Jon Favreau, o cara que dirigiu o tocante e recente, Chef, se não me engano, ainda em cartaz na cidade. Fascinado por filmes de ficção científica e aventuras cheias de mirabolantes firulas visuais como Homem de ferro e Cowboys & Aliens, o nova-iorquino Favreau é também um excelente contador de histórias. E mais, sabe falar como ninguém sobre relacionamentos afetivos, em especial, voltado para os conflitos de gerações entre pais e filhos, as amarras entre irmãos. Bom, quem, assim como eu, tem criança em casa sabe muito bem do que estou falando.

Em Zathura – Uma aventura espacial, Danny (Jonah Bobo) e Walter (Josh Hutcherson) são dois irmãos em busca da atenção do pai divorciado (Tim Robbins) que não se entendem. Danny é o caçula mimado e espoleta que quer que o irmão mais velho ranzinza seja mais participativo em sua rotina. A irmã mais velha, Kristen Stewart – bem antes de sonhar em ser a mocinha de Crepúsculo -, é uma típica adolescente egoísta que negligencia o cuidado pelos pequenos.

ZathuraA relação entre os três se estreita quando Danny encontra no porão, após uma briga com o irmão, um antigo jogo de tabuleiro chamado Zathura – Uma aventura espacial. Isso porque a peça interativa tem o poder mágico de influenciar no destino de seus participantes, transformando uma simples brincadeira em uma intricada jornada de autoconhecimento.

Aparentemente banal, a trama é bem inteligente do ponto de vista sentimental, colocando o espectador a par diante dos dramas de se ter uma família em conflito. A briga entre os irmãos é algo tão comum e corriqueiro num lar, quanto a incapacidade de nós, adultos, de entender e saber lidar com esses impasses. No filme Jon Favreau mostra essa relação de forma lúdica dentro do contexto de aventura que a trama se desenrola.

O clímax da história é quando um astronauta (Dax Shepard) vindo de lugar nenhum, traz uma revelação exemplar que irá mudar o comportamento dos três irmãos em casa. Como se vê, filmes despretensiosos podem render boas reflexões, desde que saibamos filtrar por ele eles nossas emoções. Acho que já estou começando a ficar fã desse Jon Favreau.

* Este texto foi escrito ao som de: Ziggy Stardust (David Bowie – 1972)

David Bowie

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