Diretores – Wes Anderson

O jovem cineasta texano dando as coordenadas ao veterano Bill Murray

O jovem cineasta texano dando as coordenadas ao veterano Bill Murray nos bastidores

Wes Anderson é um diretor bem autêntico e original que tem uma cinematografia curta, mas expressiva até o momento. O último filme que o cineasta acabou de lançar, O grande hotel Budapeste, em cartaz no país, é um sundae de diversão e técnica cinematográfica, mas não apenas isso. Também é um belo exercício de narrativa. Daquelas que prendem o expectador do início ao fim. Assim como os mestres Fellini, Woody Allen, David Lynch, Tim Burton e Tarantino e tantos outros, ele conseguiu criar um estilo próprio, um universo bem particular que é só bater o olho e identificar.

De modo que, me senti tão empolgado que resolvi incluir o diretor na minha lista dos 50 cineastas que marcaram minha vida de cinéfilo. Texano de Houston, Wes se formou em filosofia no seu estado natal, aonde viria a conhecer o ator Owen Wilson, um de seus grandes amigos pessoais e principal colaborador cinematográfico. Juntos, realizaram projetos edificantes para o cinema à sombra de uma mistura contagiante de boas trilhas sonoras, atuações inusitadas e marcantes, enredos surrealistas norteados por conceito estético Kitsch ousado.

Câmeras lentas, atores atuando em ritmos desacelerados, cenários construídos a partir de maquetes e miniaturas, cores clássicas vivas que criam um clima retro gostoso e saudoso de se ver. É um cara que desenvolve histórias tão interessantes que todo mundo quer trabalhar com ele.

Pictures TenenbaumsTop Five – Wes Anderson

Viagem a Darjeeling (2007) – Não sei, não, posso até estar enganado, mas me parece que esse projeto é o mais pessoal do diretor, com sua mistura de inquietação pessoal e filosofia oriental. Na trama, três irmãos partem numa jornada intimista à índia de Ravi Shankar, em busca de respostas para a existência de ambos. O resultado é, divertidamente, surpreendente. Para mim, o grande momento é quando entra a marcante canção dos Kinks no momento de maior tensão da trama. Qual é a canção? Ora bolas, assista ao filme!

Os excêntricos Tenenbaums (2001) – Uma família que parece ter saído de uma daquelas ilustrações infantis fabulosas tipo, O menino do dedo verde, o filme é marcado por certa melancolia cômica.

A vida marinha com Steve Zissou (2004) – Só o fato de ter o Seu Jorge no elenco cantando David Bowie já é fantástico, mas traz uma alegoria sobre o mar que me fez lembrar autores como Julio Vernes e suas aventuras submarinas.

O grande hotel Budapeste (2014) – Ainda fresquinho na mente, até aqui é o filme mais popular diretor que traz um elenco formidável para contar suas histórias. Ralph Fiennes está impagável como um pomposo gerente de hotel, o tal do título.

Moonrise Kingdom (2012) – Sei lá, tem um clima gostoso de Conte comigo com aquelas leituras contagiantes e aventurescas da série Vaga-lumes…

* Este texto foi escrito ao som de: The Village Green Preservation Society (The Kinks – 1968)

The Kinks

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