A honra do poderoso Prizzi (1985)

Kathleen Turner e Jack Nicholson fazem um casal apaixonado nesse decalque de Godfather

Kathleen Turner e Jack Nicholson fazem um casal apaixonado nesse decalque de Godfather

Nos anos 80 a loura fatal Kathleen Turner estava na crista da onda, estrelando ao lado de estrelas como William Hurt, Steve Martin e Michael Douglas, entre dramas, romances de aventura e comédia. Penúltimo filme do grande diretor John Huston, A honra do poderoso Prizzi traz a bela atriz fazendo um pouco de tudo isso, além claro, de contracenar ao lado do astro Jack Nicholson, aqui na pele de um mafioso carcamano ítalo-americano meio patético.

Recheado de humor negro e narrativa cheia de surpresas, o filme é um nítido decalque do grande sucesso do gênero O poderoso chefão. Gângster de confiança dos tradicionalíssimos Prizzi, Charley Partanna (Nicholson) é conhecido pela presteza com que realiza suas tarefas para a família. O problema é que ele agora está apaixonado pela linda, deslumbrante e pistoleira Irene Walker (Kathleen Turner), uma matadora de aluguel infiltrada no grupo para matar um deles que é possível traidor. É quando começa os problemas para todos os envolvidos.

Debochado, o filme começa lento, meio sem rumo até se encontrar ao reciclar de maneira divertida todos os clichês do gênero sem perder o foco da trama que traz os ingredientes inerentes de um bom filme de mafioso como a honra defendida, os códigos internos, corrupção, pacto de fidelidade, traição e muita morte. “Faço negócio com a polícia há 40 anos. Tenho uma regra: tomem o dinheiro e nos deixem em paz”, diz um dos chefões. “Preferimos comer nossos filhos a perder dinheiro”, diz um outro.

Veterano do cinema então com uma carreira consagrada, John Huston meio que lhe dá o direito de Prizzi 2brincar filmando com essa paródia hilária sobre um dos grandes sucessos das telonas. Aproveita a oportunidade para encaixar no elenco, ao lado do casal de luxo Jack Nicholson e Kathleen Turner, a bela filha Anjelica Huston, que surge na fita como a deslumbrante menina de um dos mafiosos, ex-esposa do diligente Charley Partanna. Parece que deu certo porque a atriz, no início da carreira começou bem, abiscoitando o Oscar de coadjuvante na categoria. Aliás, A honra do poderoso Pizzi seria indicado a oito estatuetas.

Bem à vontade nos papéis cômicos ao lado de um elenco de veteranos competentes, Nicholson e a bela Kathleen Turner estão impagáveis como mostra a passagem em que matam por acaso a mulher de um policial numa emboscada. Sem falar na sequência em que fazem sexo por telefone.

“Não é muito se considerar a população mundial”, ironiza ela a explicar os muitos assassinatos cometidos no ano.

Além de deslumbrante Kathleen Turner sempre levou jeito para fazer seus fãs rirem no cinema.

* Este texto foi escrito ao som de: Extra Ordinários (SporTV – 2014)

Sportv

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