A volta do carrossel holandês?

O elegante Johhan Cruyff e a sua laranja mecânica assombrando o mundo

O elegante Johann Cruyff e a sua laranja mecânica assombrando o mundo na década de 70

Amigos, quando o carrossel holandês assombrou o mundo na Copa de 1974, na Alemanha, eu nem tinha nascido. Quatro anos depois, no Mundial da Argentina, em 1978, eles estavam de volta e eu, com dois anos de idade, ainda na chupeta e bola, meu caro, só de mingau. Por isso, tudo o que sei e vi da Laranja Mecânica de Johann Cruyff e do técnico Rinus Michels é de videotape, imagens de arquivos. Mas ontem, meu chapa, ontem, por alguns minutos mágicos, parece que eu vi o fantasma daquele que talvez seja o futebol mais dinâmico do planeta a voltar impressionar os amantes do futebol. E eu, que não estou nem aí para a Copa do Mundo no Brasil, para seleção brasileira de Neymar, já escolhi minha seleção favorita desse mundial. Ou seja, a Holanda de Ajen Robben.

Que Cho-co-la-te em cima da Espanha campeã do mundo. A reedição da final da Copa do Mundo de 2010 na África do Sul foi um espetáculo. Juro que há muito tempo não via um jogaço tão empolgante, emocionante e vibrante como o de ontem. E olha que não sou de futebol, não dou muita pelota para esses malucos que ficam correndo que nem bobo atrás de uma bola por quase duas horas. Só mesmo em Copas do mundo que momentos antológicos como esses acontecem. A laranja mecânica do século 21 passou como um rolo compressor por cima da seleção espanhola, transformando em suco a arrogância ibérica.

E o jogo sensacional de ontem teve um personagem marcante. O elegante, raçudo e confiante atacante Ajen Robben, a maior estrela entre os 22 jogadores em campo. Sim amigos, 40 anos depois, Robben é a personificação do futebol elegante de Johhan Cruyff da Copa de 1974 na Alemanha. Ele não é o capitão do time, mas o soldado mais importante do espectro do carrossel holandês que parece estar de volta aos mundiais.

OnsorangePrimeiro destacou o espírito de liderança. O que falta e muito no escrete brasileiro é bom que se diga. Quando a equipe holandesa tomou o primeiro gol, ele colocou a bola debaixo do braço e deu uma bronca fenomenal na turma. No centro do campo, com a calma e sabedoria de um príncipe holandês, pediu calma aos companheiros e garra para seguir em frente. A cena, no mínimo arrepiante, foi registrada com nuanças cênicas pelas câmeras da FIFA.

De lá até o final do jogo, meu camarada, repito, foi um cho-co-la-te!. Quem viu pode contar. Do voo holandês de Robie van Persie, com uma cabeçada de super-homem flutuando em pleno ar, à jogada de craque de Robben, foi um espetáculo. Há quem diga que a maldição da camisa branca espanhola, com a qual a seleção não gosta de jogar, entrou em campo. Bobagem! Faltou ímpeto aos espanhóis. Sobrou soberba e falto élan.

E, diferente do que aconteceu com o Brasil e Croácia, a Holanda ganhou em cima da Espanha sem roubalheira, sem surpresas da arbitragem, sem as máscaras revoltantes dos jogadores da seleção brasileira. Venceu os campeões do mundo na raça, no fair play, no talento.

Ontem, ao ver a seleção holandesa jogar eu me lembrei do timaço da década de 80, com os infernais, Ruud Gullit e Marco van Basten, lembra? Claro, ainda é muito cedo para eleger o holandês Ajen Robben o craque da Copa. Mas com certeza escolho a Holanda a minha seleção predileta para vencer o mundial no Brasil. Se desta vez não levar, será uma pena.

* Este texto foi escrito ao som de: Scott (Scott Walker – 1967)

Scott

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