O que os homens falam (2012)

O astro argentino Ricardo Darín faz uma dobradinha impagável com o charmoso Luis Tosar...

O astro Ricardo Darín em dobradinha impagável com o charmoso Luis Tosar…

O cinema argentino ainda anda fazendo o maior sucesso por aqui. Sobretudo se no cartaz estiver estampado bem grande o nome do astro e galã Ricardo Darín, mas não só por isso. Duvida? Então vá dá uma conferida nas sessões da comédia O que os homens falam, em cartaz no Libert Mall. Meu chapa é o seguinte, cinco horas da tarde e a sessão tem quase casa cheia. Dirigido por Cesc Gay, o filme de 2012 só agora distribuído no Brasil, aposta no humor inteligente, bem ao estilo Woody Allen, para contar as peripécias de homens cinquentões e o bem particular universo masculino.

São tragédias cômicas do dia a dia envolvendo sujeitos que se acham o ás da parada, mas que na verdade estão sempre metidos em encrencas emotivas e conjugais das mais variadas, aqui narradas em cinco episódios hilários. Claro que o mais divertido deles é o que traz o ator charmoso Ricardo Darín na pele de um marido corno. Preste atenção no entrosamento do astro argentino em cena com o elegante Luis Tosar. “Os argentinos filosofam sempre, mas são inofensivos”, diz o seu personagem, tentando explicar ao amigo que acaba de reencontra no parque, sobre como ganhou dois belos pares de chifres.

Os diálogos dos cinco episódios são impagáveis, surpreendentes e cheios de lições, morais de vida, enfim, diálogos escritos sob medida para cada ator que os interpretam de forma convincente e divertida. E como os personagens do filme falam. Falam sem parar.O que eles falam 2

“Estamos em um momento da vida ruim, minha senhora”, diz um deles, quando criticado por uma velhota rabugenta por fumar em lugar proibido.

E se os homens dessa comédia imperdível são charmosos e elegantes, as mulheres lindas e fogosas. A suculenta Clara Segura, por exemplo, é Elena, uma mulher traída que agora se vinga do ex-marido que ainda a ama, mas que no passado não hesitou em traí-la. Agora ele é obrigado a passar metade da semana como o filho, enquanto ela se engravida do novo acompanhante, um garotão com algo mais do que ele, inclusive cabelos. Javier Cámara é uma belezura na pele do marido abandonado na rua da amargura.

Dez anos trabalhando numa empresa, só nos últimos meses que P. (Eduardo Noriega), começou a prestar atenção nas curvas deliciosas de Mamen (Candela Peña), há cinco, sentada de frente para sua mesa de trabalho. No passado ela era motivo de chacota por ser gordinha, estranha e isolada, mas agora ela deu a volta por cima, despertando atenção dele que é casado e pai de um recém niño. O desfecho dessa história é exemplar.

Os outros dois episódios caminham na mesma vibe no que diz respeito ao humor descontraído, despretensioso e autêntico. E daí eis a grande diferença dos filmes de comédia argentino com relação às comédias nacionais. Eles nunca querem ser mais do que aquilo que estamos acostumados a ver. Ou melhor, as comédias argentinas apenas são. Sem firula narrativa, maquiagem repetitiva e enganação mercadológica. Ah, sim, e eles têm o Ricardo Darín, que é muito melhor do que o Marcelo Adnet.

* Este texto foi escrito ao som de: El mató a un policia motorizado (2004)

El mato 2

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