E o Oscar vai para…

O diretor Spike Jonze (com os fones), merece levar o prêmio de melhor roteiro original...

O diretor Spike Jonze (com os fones), merece levar o prêmio de melhor roteiro original…

Não sei se vocês perceberam, mas a festa do Oscar está que nem a política aqui no Brasil, ou seja, uma balela para enganar trouxa. E isso há muito tempo. Por isso que nem vou me esforçar tanto assim para ver a premiação que acontece amanhã. Ando tão desanimado com tudo que vou dormi cedo, descansar o esqueleto que saio mais no lucro. E como todo mundo já sabe. Essa é uma festa deles. Então não sei por que neguinho fica fazendo torcida, acendendo vela e apostando em bolão. Contudo, como vi um ou outro filme que concorre ao páreo, vai aqui o meu palpite nas principais categorias que segue uma lógica racional bem simples.

Melhor Filme – Apesar de o espanhol Alfonso Cuarón surpreender com sua abordagem filosófica e humanista sobre um grupo de astronautas que se perdem no espaço, tendo como inspiração o mestre Stanley Kubrick, o prêmio principal da noite deve ir para a comédia dramática, Trapaça. Há anos que David O. Russell vem despertando atenção do público e da crítica especializada com suas histórias cheias de um humor melancólico.

Melhor diretor – David O. Russell tem mostrando ser um cineasta completo, mas encontra pela frente aqui osso duro de roer que é o espanhol Alfonso Cuarón. Um dos dois deve levar o prêmio, a minha aposta é o diretor de Trapaça.

Roteiro original – Com todo o respeito que tenho ao mestre Woody Allen, o roteiro de Ela, do Oscarjovem Spike Jonze é imbatível. Emocionante, atual e até filosófica a história de um escritor que se apaixona por uma mulher virtual que a conhecemos em cena apenas pela voz da deliciosa Scarlett Johansson. Tudo indica que o nosso futuro será esse.

Roteiro adaptado – Queria muito que o roteiro adaptado de O lobo de Wall Street saísse vitorioso no páreo, mas me encantei com a pegada ácida de Philomena, história adaptada pelo ator Steve Coogan, injustamente ignorado na indicação de ator coadjuvante.

Melhor ator – Na vi o drama Nebraska, mas dizem que o veterano ator Bruce Dern está muito bom no filme na pele de um velho senil. De qualquer forma, a disputa este ano fica entre Leonardo DiCaprio e Matthew McConaughey, com grande folga para o último. De fato, McCounaghey vem arrancando suspiros do público e da crítica com seus trabalhos mais recentes e não tem nada a ver com a sua beleza, mas com a entrega com que constrói seus personagens. O caubói aidético de Clube de compras Dallas é de uma dignidade cínica ímpar.

Melhor atriz – Quem viu o drama Philomena, há de pensar que ninguém tire a estatueta de Melhor atriz para britânica Judi Denchi, mas acontece que a pedra no caminho da atriz é uma tal de Meryl Streep, soberba na pele de uma matriarca que está morrendo de câncer.

Ator coadjuvante – Talvez a disputa mais acirrada da noite. Não vou negar que gostei muito da atuação do ator Michael Fassbender em 12 anos de escravidão, mas o Oscar deve ir para Bradley Cooper no papel que interpretou com honestidade em Trapaça.

Atriz coadjuvante – Julia Roberts como a filha rancorosa e arrogante de Álbum de família, é quase que uma pele de Meryl Streep em cena. Aliás, o elenco todo do filme é de uma unidade rara no cinema contemporâneo.

* Este texto foi escrito ao som de: Exagerado (Cazuza – 1985)

Cazuza 2

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