Paul McCartney – Something New

O ex-beatle, bem descontraído, numa das cenas do documentário exibido pelo Multishow

O ex-beatle, bem descontraído, numa das cenas do documentário exibido ontem pelo Multishow

Só quem teve a chance de ir a um show do Paul McCartney sabe descrever a energia e emoção de estar bem ali, frente a frente, com um dos mais importantes ícones do pop rock de todos os tempos. Agora imagina quem tem a honra de estar lado a lado, full time, com um dos artistas mais queridos e almejados do planeta. Isso é o que mostra o documentário Paul McCartney – Something New, exibido ontem, no primeiro dia do ano no canal pago Multishow. Também exibido no canal Bis, o filme, dirigido por Don Letts, foi gravado entre 2012 e 2013 e traz os bastidores da gravação do mais recente disco do ex-beatle, New.

“A minha sorte é que adoro o meu trabalho”, diz logo no início McCartney.

A simplicidade da narrativa e espontaneidade dos depoimentos contagia o fã espectador do começo ao fim. Eu mesmo fiquei com vontade de chorar umas duas ou três vezes. Além dos integrantes da banda de McCa que o acompanham – alguns deles – desde 1989, são entrevistados os quatro produtores do disco: Paul Epworth, Mark Ronson, Ethan Johns e Giles Martin, filho do lendário produtor George Martin.

“Os Beatles tiveram a sorte de ganhar um produtor como George Michael”, confessa Paul, elogiando o trabalho de Giles, ao mesmo tempo explicando porque resolveu trabalhar, simultaneamente, com outros dos três produtores mais prestigiados do momento. “Eu ia reunir os quatros e escolhe apenas um, mas na hora resolvi ficar com os quatros”, revela entre gargalhadas. “Meu pai me disse que ele foi o melhor músico que já produziu”, devolve Giles Martin, em estado de graça e reverência.Logo Multishow

Apesar do convencionalismo da narrativa, Something New revela algumas agradáveis surpresas. Uma delas é o processo de gravação de Paul em detalhes. Mesmo com mais de 70 anos, o cara ainda tem um gás de adolescente. Sempre chega ao estúdio com as músicas prontas e, Lorde que é, quando acha que é pertinente, acata as opiniões de todos, estando sempre aberto às mudanças na estrutura ou arranjos de suas canções. “Um dos maiores dons de Paul é o da curiosidade”, observa o carismático e simpático baterista Abe Laboriel Jr..

Outro momento revelador do filme é a euforia da banda e do próprio Paul com relação às turnês realizadas no México e na América do sul. Daí surge na tela imagens de algumas apresentações ensandecidas do ex-beatle no Brasil. “A gente sobe no palco e eles simplesmente enlouquecem”, comenta Paul, sobre os fãs desse lado do planeta, como se ainda se surpreendesse com as inúmeras apresentações que já realizou.

Irreverente, totalmente alto astral e de bem com a vida, Paul McCartney é flagrado fingindo de bêbado com uma garrafa de vinho, compondo descontraído debaixo de uma árvore, fazendo a festa entre fãs desarmados com sua simplicidade ou tietando astros-ídolos. Um deles Damon Albarn, do Blur, que o ciceroneou durante uma turnê pela África. Outros artistas como Bruce Springteen, Elton John e Brian Wilson, dos Beach Boys, que ele recebe com um afetuoso e carinhoso beijo no rosto. Hilário o encontro de McCartney com um bajulador presidente da França François Hollande, que o condecorou com a medalha da Legião de Honra.

“A música é a fonte do espírito e da vida dele”, diz um dos produtores. “O que ele fala em ‘New’ vem do coração”, arremata um dos produtores.

* Este texto foi escrito ao som de: New (Paul McCartney – 2013)

New - Paul McCartney

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