Não tenho pena do Anderson Silva!

Lamentável cenas como essas no UFC, um esporte que deveria ser extinto da face da Terra

Lamentável cenas como essas no UFC, um esporte que deveria ser extinto da face da Terra

Todo mundo está com pena do Anderson Silva. Eu não. Minha preocupação é maior com o Schumacher. Seria muita sorte se o Anderson Silva e não o Schumacher tivesse quebrado a cabeça. Quem sabe assim, com todos os lutadores de UFC se quebrando todo no ringue, esse esporte ridículo e insano não seria extinto de vez da face da Terra? Não dá pra acreditar que, em pleno século 21, eventos desse tipo ainda rolam, mas se tem platéia o que eu posso fazer?

Meu irmão, que gosta e entende do assunto, me deu a resposta à pergunta cretina que fiz, explicando-me, simples, porque o UFC ainda é permitido, tolerado e bajulado pela imprensa esportiva:

– Tem muito dinheiro envolvido!

Sim, eis a questão, o deus dinheiro.

Mas o que eu não entendo, dou cabeçada na parede para entender, é porque o povo, a massa ignara e bovina, fica de joelhos diante de uma modalidade esportiva tão primitiva. Tem gosto para tudo, Cristo. Sim, porque a imagem que me vem à cabeça quando vejo dois lutadores se matando dentro dessas quatro cordas é a de homens das cavernas com seus tacapes. Ou de gladiadores nas arenas romanas, mas tudo isso foi há muito tempo atrás, meu chapa. Estamos agora em pleno século 21. Pelo menos eu acho.UFC

“Mostre-me um homem violento que teve um final feliz e farei dele meu mestre”, disse certa vez o Bruce Lee, que vivia dando porrada nos outros.

De qualquer forma, a cena do Anderson Silva esfarelando sua canela na perna do adversário é tão horripilante quanto, sei lá, um tiro à queima roupa. Certa vez, vi uma briga de rua num boteco e um dos caras chegou a jogar tijolo na cabeça do outro que já estava todo arrebentado no chão. A mesma coisa é no UFC que, até pouco tempo atrás, eu nem sabia o que diabo era.

E o gozado é o frenesi que a imprensa esportiva faz em cima do Anderson Silva, do evento em si, tudo um lixo, um nojo. Festa em Las Vegas, celebridades na plateia e cobertura de Oscar. “É o Brasil disputando o cinturão de campeão no UFC!”, fazem alarde alguns idiotas da objetividade.

Daí o babaca quebra a perna e, de repente, uma cortina de hipocrisia vem à tona, com os repórteres agindo como se não tivesse nada a ver com aquilo ou adotando uma postura moralista. “Será agora que o campeão irá abandonar a carreira?”. “Como os organizadores do evento irão agir daqui para frente depois desse episódio lamentável”, foram algumas frases idiotas que ouvi aqui e acolá.

Sabe, até acho ou achava charmoso o boxe, que o cinema glamorizou em filmes antológicos, mas não tenho muito saco, nem sangue para ver neguinho esmurrando o outro como galo de briga só para saciar o sadismo da raça humana. Para mim isso é um retrocesso de vida, algo hediondo, macabro e vil. Tão vil quanto matar gente inocente em guerras liderada por líderes egoístas.

Por mim, que o Anderson Silva e os seus pares podem quebrar a cabeça. Vou torcer pelo Schumacher. 

* Este texto foi escrito ao som de: Cachorro grande (2005)

Cachorro grande

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