Ender’s Game – O jogo do exterminador (2013)

No filme, Harrison Ford é um instrutor responsável por recrutar jovens soldados

No filme, Harrison Ford é um instrutor responsável por recrutar jovens soldados

Minha sobrinha de 13 anos vive me chamando para jogar vídeo game com ela, mas acontece que odeio esse jogo porque nunca sei que botão estou apertando e qual função ele está executando, mesmo eu não tirando os olhos da tela. De modo que, sendo bem sincero, o único jogo de games que gostei na vida foi um bem neardenthal da atari de corrida. O que me fez ir assistir Ender’s game – O jogo do exterminador, com um pé atrás.

Ainda não sei bem por que fui ver esse filme. Acho que por falta de opção. Sim, não sei você, mas ando de saco cheio de assistir essas animações de Natal de fim de ano. Então como sempre fui muito fã de Harrison Ford, desde Guerra nas estrelas e Indiana Jones, resolvi dar um crédito à produção dirigida e escrita pelo sul-africano Gavin Hood.

A história de ficção científica é baseada na obra do escritor sci-fi Orson Scott Card, escrita no final dos anos 70. Se eu bem entendi, a trama, que se passa num futuro próximo, em 2064 (no filme), gira em torno de um grupo de jovens com QI acima da média convocados por entidade de segurança secreta universal para defender a Terra de invasões alienígenas. Entre os militantes destaca-se o jovem Ender (Asa Butterfield). Ele será destacado pelo coronel Graff (Harrison Ford) a liderar uma equipe de talentosos soldados numa batalha virtual que irá salvar a humanidade do caos.

“O propósito dessa guerra é evitar guerras futuras”, explica Graff, que adota uma postura meio autoritária e paternalista diante do jovem escolhido.

A missão para qual Ender foi designada, ou seja, lutar contra os temidos Formics – uma variação Ender's Gamemutante de insetos da família das formigas – foi bem sucedida, mas ele se sente culpado por ser herói na condição de genocida, entrando em conflito com seus superiores. E o filme termina assim, o que tudo indica, irá gerar algumas sequências se essa primeira versão do livro render bons frutos na bilheteria.

Um pouco norteado por clichês bobocas que envolvem o velho maniqueísmo intergaláctico de sempre, além dos velhos embates entre os personagens sobre autoridade, arrogância e competitividade, Ender’s Game não me surpreendeu, mas também não me desagradou. Na verdade, nem sei se gostei do filme, o que me faz chegar a conclusão que, fitas de ficção científica para mim só aquelas produções toscas dos anos 40 e 50, ou produções clássicas do gênero como 2001: Uma odisseia no espaço e Inimigo meu. Ambas com visual impactante, mas trazendo nas entrelinhas discussões filosóficas interessantes. Pelo menos melhor do que Avatar com certeza Ender’s game é.

“Se não tolera desrespeito, então não desrespeite”, ensina um dos orientadores da missão.

Temas como os acontecimentos do 11 de setembro e os inimigos ocultos que rondam esse episódio triste, assim como a polêmica questão da privacidade universal levantada pelo ex-agente da CIA Edward Norton, vem à tona de forma velada, fazendo o filme mais interessante do que aquela complicada engenharia visual que eu não entendo nada.

Atores de peso como Harrison Ford, Viola Davis e Ben Kingsley incrementa o elenco, mas quem rouba a cena mesmo é o jovem Asa Butterfield, um colosso dentro de sua pequenez física.

* Este texto foi escrito ao som de: Soundtracks (Can – 1970)

Can Soundtracks

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