A união de Elton John e Renate Blauel

Antes de sair do armário o astro pop tentou provar do mel

Antes de sair do armário o astro pop tentou provar do mel

Não sei vocês, mas eu estou contando os dias para o show do Elton John em Brasília agora em março. Eu sei, eu sei, apesar da cara, não sou trouxa, o sujeito não está lá essas coisas, nem de longe é o grande astro que foi no auge da carreira, mas o Elton John é o Elton John, certo? O cara já vendeu mais de 250 milhões de discos e foi a trilha sonora de milhares de pessoas ao longo desses anos todos e se ele cantar apenas Rocket man, sua música e do Bernie Taupin que mais gosto, já valeu o preço do ingresso…

Mas a enrolação acima é só para contar que terminei a biografia do artista que estava lendo, aquela escrita pelo jornalista e crítico musical David Buckley, lembram? Andei escrevendo alguma coisa sobre ela aqui nesse espaço. Pois bem, terminei de ler sim e aqui vai mais um comentário sobre a vida de Elton John.

Antes de tudo, quero deixar registrado que gosto muito de biografias, mas nem todas são boas, de modo que o gênero tende a ser um grande jogo de erros e acertos. No caso deste trabalho, não foi nenhuma coisa ou outra, mas me deleitei com muitas passagens e revelações.

Não gostei por completo da biografia porque não é um registro oficial do artista, enfim, como aquele catatau formidável do Keith Richards ou do Neil Young, escrito por ambos, mas uma espécie de coletânea com falas, “aspas” e entrevistas do artista garimpadas pelo autor mundo afora. Não que isso tire a credibilidade do biógrafo, mas sei lá, não é a mesma coisa.

Contudo, para quem só conhecia o cantor e compositor inglês pelos seus álbuns, diga-se de passagens os primeiros trabalhos, os mais Elton John biografiaformidáveis, impactantes e geniais, o livro acabou sendo uma importante fonte de pesquisa, uma lanterna de Diógenes sobre a vida de um dos maiores ícones da música pop.

Por exemplo, num imaginei que, por trás daquele talento monstro e sensibilidade artística fora do sério, escondesse um artista frágil e inseguro, de uma timidez desconcertante, sobretudo, porque houve um tempo em que 2% de todos os discos vendidos no mundo eram os dele. Mas a verdade é que ninguém é o que aparenta ser, nem mesmo o Elton John com toda aquela persona meio “pavônica”.

A insegurança como artista no final dos anos 70, o desconforto com a aparência feia diante da proeminente careca e gordura, além de certo incômodo também com relação ao homossexualismo o levariam mergulhar de cabeça nas drogas e no álcool. Sim, tal qual muito de sua estirpe, Elton John foi buscar na bebida e na cocaína seus melhores amigos e confidentes.

A mistura explosiva de depressão e baixa estima fizeram com que uma estranha união, pelo menos para os padrões de Sir Elton John, se realizasse em 1984, na Igreja de St. Mark, em Darling Point, Sydney, em 1984, quando ele se casaria com a engenheira de som, Renate Blauel.

“Casei-me porque não queria enfrentar o verdadeiro problema da minha vida, o fato de ser dependente de drogas”, ele admitiria anos mais tarde.

O artista só encontraria a plena felicidade quando saísse do armário de vez e assumisse seu grande amor, o cineasta canadense, David Furnish, com quem vive até hoje. A felicidade, já ensinava o mestre Frank Capra, não se compra, e pode estar onde menos esperamos, sendo uma surpresa até mesmo para um grande astro pop como Elton John.

Terminei de ler a biografia sobre o artista, mas não os posts sobre o livro. Aguardem…

* Este texto foi escrito ao som de: Captain Fantastic and Brown Dirty Cowboy (Elton John – 1976)

Captain Fantastic

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