Creme Nivea: Um século de vida

Se você tem um produto Nivea em casa agradeça ao bigodudo aí…

Não olhe agora, mas aquele potinho azul de creme branco como a neve que você tem guardado na gaveta de sua penteadeira está completando um século de vida. Isso mesmo, o Creme Nivea faz 100 anos e se firmando no mercado como um dos produtos mais bem sucedidos da indústria dos cosméticos. Talvez seja o número um do ramo, não sei.

O que eu sei é que ainda me lembro como se fosse hoje daquele cheiro de sonho do creme Nivea da minha mãe e como eu gostava de pegar, apertar aquela latinha azul lisa cheirosa. E o papel alumínio dava todo um charme à embalagem, lembra? Acredite se quiser, mas o perfume delicioso do creme Nivea marcou a minha infância, daí a surpresa em saber que a marca completa dez décadas de estrada.

Uma matéria bacana na GloboNews, no programa, Mundo S/A, feita pela linda repórter Elaine Bast, me fez ter um daqueles processos proustianos. Na reportagen, a gatinha mostra  o segredo do sucesso de um creme feito à base de água e óleo e que vende como água. E como água mesmo que ver?

Para se ter ideia do tamanho do apelo desse creme hidratante, o primeiro da história, mais de 500 mil potinhos azuis são vendidos por dia no mundo, 150 milhões por ano. E estou falando apenas do creme Nivea, que é o carro feche da empresa Beiersdorf, criadora da patente, com sede em Hamburgo, na Alemanha.

Enfim, vamos lá, nascido, precisamente, em 1911, a partir de estudos feitos a base de cera retirada da lã de ovelha, o creme Nivea era, a princípio, usado para fins medicinais. Acho que um troço parecido aconteceu com a Coca-Cola. A ideia de transformá-lo em creme hidratante nasceu do Dr. Oscar Troplowitz, dono da empresa Beiersdorf, que acreditava que aquela mistura de água, óleo e sebo de ovelha podia dar em algo bom e deu no que deu.

A primeira latinha do produto comercializada era amarelada e decorada em estilo romântico art noveau. O nome em latim, Nivea, faz referência à textura branca da pomada e quer dizer neve. O famoso potinho azul tal qual conhecemos hoje só seria bolado em 1924 e contava com estilo sóbrio Bauhaus.

E eles não pararam por aí. Sempre atento às novidades e acompanhado de perto as tendências da sociedade, a Beiersdorf seria pioneira também em outras fórmulas, a dos cremes para rugas – se é que isso resolve alguma coisa – e protetores solares. O primeiro creme solar da história a ser criado foi no início da década de 60, o Nivea Sun Oil. Hoje, mais de 500 produtos fazem parte da linha da empresa que tem uma filial no Brasil.

E muito do prestígio que a marca Nivea tem no mercado se deve à confiança que os clientes masculinos e, sobretudo, femininos, têm no produto. “É um creme universal, uma marca popular”, gosta de dizer a relações públicas da empresa. E que saber? É a mais pura verdade.

Escrever sobre o creme Nivea me fez lembrar o dia em que perguntei para uma garota que perfume ela usava, porque achava o cheiro delicioso. Ela não só esnobou como fez troça do epidódio. Eu só lamentei a pobreza de espírito. Bom, eu ainda não sei qual é o nome do perfume que ela usa, mesmo assim acho que ela tem cheiro de creme Nivea.

* Este texto foi escrito ao som de: Dusty in Memphis (Dusty Springfield – 1969)

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